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Jirau e Flona do Bom Futuro: dupla ilegalidade |
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Written by Kanindé
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Monday, 11 May 2009 11:48 |
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Telma Delgado Monteiro Em 6 de maio de 2005, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, o Instituto Nacional de Reforma Agrária – INCRA, a Representação dos Ocupantes da Floresta Nacional do Bom Futuro, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC. O objetivo desse TAC foi o de “disciplinar a realização das medidas necessárias à desintrusão (desocupação, grifo meu) da Floresta Nacional do Bom Futuro em cumprimento à Medida Liminar nº. 2004.41.00.001887-3 de 30 de julho de 2004; buscando primordialmente promover a paz, a justiça social e o equilíbrio ambiental.” Em outubro de 2008 o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, desconhecendo o TAC assinado três anos antes pelo IBAMA, anunciou que as 5 mil “famílias” que ocupam a área sul da Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, em Rondônia, tinham a garantia de que lá permaneceriam. Essa declaração foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado. “Haverá um desastre ambiental e social” foram as palavras de Minc, se o governo federal insistir na remoção das “famílias” que ocupam a área de reserva há 15 anos. Ressaltou que tanto o Governo do Estado quanto o Governo Federal iriam trabalhar juntos para a regularização fundiária da área. E o TAC, como ficou? O ministro também afirmou que um decreto que estabelecia multa alta para produtores rurais que não averbassem a propriedade, assinado pelo Presidente Lula, seria anulado. Com isso os ocupantes, na verdade grileiros e madeireiros que invadiram a Flona do Bom Futuro, passaram a ter apoio oficial – do ministro do Meio Ambiente - para ali permanecerem. A chantagem Agora, o governador Ivo Cassol, que também desconhece o TAC de 2005, numa clara manobra chantagista, está condicionando a concessão da licença ambiental do estado para as obras da usina de Jirau à regularização das áreas ocupadas – que já deveriam estar livres - pelos grileiros, madeireiros e posseiros da Flona do Bom Futuro. É importante notar que essa ocupação começou em 1988, quando foi criada a reserva onde pastam hoje 40 mil bois. A atitude do governador retrata o desrespeito da administração pública para com uma decisão judicial [medida liminar] e com um Temo de Ajustamento de Conduta que deveriam ter sido cumpridos para a preservação da Amazônia e a integridade dos povos tradicionais que a mantém. Tentar trocara regularização de uma ocupação ilegal por uma licença ambiental que, pelos mesmos motivos, também seria ilegal é duplamente crime. Cassol disse que o consórcio Enersus nunca entregou os documentos para licenciar as obras de Jirau dentro de um parque estadual. Então como elas foram iniciadas? É legal iniciar uma obra em parque estadual sem licença? Ele também afirmou que não seria contra o empreendimento, mas que ele “tem que estar na legalidade” (sic). Do mesmo mal padecem, portanto, a ocupação da reserva e a construção da usina: ilegalidade. O próprio governador confirmou que é ilegal a regularização da Flona do Bom Futuro tanto quanto a construção da usina num parque estadual. Ao buscar os entendimentos com o Palácio do Planalto, com o Ministério do Meio Ambiente e com o consórcio para permutar ilegalidades, Ivo Cassol está, junto com eles, afrontando a sociedade brasileira e abrindo caminho para um perigoso precedente. A solução para o conflito socioambiental da Flona do Bom Futuro não pode passar por critérios de “boa vontade” entre órgãos públicos e investidores como querem fazer crer, mas deve ser regida pela ampla transparência de todas as ações que serão realizadas, em estrita observância da lei. Acordos espúrios têm sido norteadores de processos de licenciamento ambiental, quer para viabilizar grandes empreendimentos do PAC como as usinas do Madeira, quer para anistiar desmatadores e grileiros. Neste caso, parece que vamos ter um novo “modus operandi”: numa só negociação, duas ilegalidades podem ser legitimadas, com as próprias ilegalidades sendo usadas como moeda de troca. |
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Last Updated on Monday, 11 May 2009 11:57 |
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DENÚNCIA - Ditadura nas margens do Rio Madeira |
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Written by Kanindé
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Tuesday, 05 May 2009 20:04 |
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O Movimento dos atingidos por Barragens (MAB) vem a público denunciar que os ribeirinhos atingidos pelas hidrelétricas do Rio Madeiras, em Rondônia, estão sendo ameaçados, perseguidos e multados injustamente pelos órgãos de repressão do governo, polícia ambiental, IBAMA e por órgãos da secretaria de estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). As famílias afirmam que depois da última mobilização em Porto Velho, em março, este órgãos estão praticamente acampados nas comunidades ribeirinhas, em especial nas comunidades com maior organização da população, como Joana D’arc lll, localizada entre as barragens de Santo Antônio de Jirau. O MAB denuncia que a prática adotada pelas empresas que se apropriaram do rio e estão construindo as usinas é umas das mais agressivas já presenciadas. A perseguição aos atingidos é mais uma das táticas usadas pelas construtoras para ameaçar, intimidar e expulsar as pessoas que vivem à beira do Rio Madeiras. Denuncia que as multas vem fazendo dos crimes ambientais, como a queima de casas dos atingidos e a morte de 11 toneladas de peixes em decorrência das obras, em dezembro do ano passado. As multas chegam a 60 mil reais e uma das lideranças das comunidades, além de ter sido punidos em 31 mil reais, tem todas a propriedade interditada, ficando impossibilitado de fazer qualquer manejo na terra, caso contrário está ameaçado de ter a multa triplicada. No mínimo 5 mil famílias serão atingidas pelas hidrelétricas e em todas as reuniões que o consórcio Mesa ( administração pelas empresas Furnas e Odebrecht, da UHE Santo Antônio) faz nas comunidade, a polícia acompanhada para intimidar as pessoas que questionam. Assim como ocorreu com os atingidos pelas UHE de Samuel (RO), a pressão é muito grande para as famílias saírem de suas terras sem garantia nenhuma de direitos. “ Para onde vamos se não recebemos nada de indenização?”, perguntam os atingidos. A perseguição atinge até os militantes de movimentos sociais e indígenas bolivianos, que em março foram presos e deportados pela polícia federal durante uma manifestação em Porto Velho. As organização bolivianas questionam os estudos de impacto ambiental, que escondem as conseqüências sócio-ambientais para toda a bacia hidrográfica do Rio Madeira, afrontando a soberania dos povos da Bolívia e Peru. Frente à ditadura estabelecida na margem do Rio Madeira: -Afirmamos que o Complexo não beneficiará a população do nosso país, pois está à serviços das grandes empresas multinacionais. O governo brasileiro por sua vez, está a serviço dessas empresas transformando prioridades privadas em prioridades “nacionais”; -Criticamos a tentativa de destruir a Amazônia através dos projetos previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e na Integração da Infra-estrutura Regional Sul – America (IIRSA), cujo fim é beneficiar com energia e infra-estrutura apenas as empresas eletrointensivas e o agronegócios; -Repudiamos todas e qualquer forma de forma de perseguição e intimidação aos atingidos por barragem por órgãos de repressão e de fiscalização que, ao invés de protegê-los, pune-os com multas altíssimos; - Anunciamos que todas as comunidades ribeirinhas estarão em assembléia nos próximos dias para fortalecer a organização e a resistência contra esse projetos de morte; -Conclamamos a todos os órgãos de defesa dos direitos humanos e demais organizações sociais e ambientais que intervenham frente a essa situação de ditadura por que passam os atingidos pelas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau; -Reafirmamos Nossa luta contra a venda do Rio Madeira e em defesa da Amazônia e das comunidades atingidas; Água e energia não mercadorias! Água e energia são pra soberania! MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS |
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Last Updated on Tuesday, 05 May 2009 20:15 |
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OFICINA: MANEJO DE COPAÍBA E MANUSEIO DE GPS - TERRA ÍNDIGENA NOVE DE JANEIRO |
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Written by Kanindé
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Friday, 17 April 2009 18:32 |
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Entre os dias os dias 30 de março a 02 de abril, a Kanindé em parceria com OPIPAM (Organização do Povo Indígena Parintintin do Amazonas) e apoio do Consórcio FORTIS, realizou a primeira oficina de capacitação sobre o manejo de óleo de copaíba e manuseio de GPS (Sistema de Posicionamento Global) na Terra Indígena Nove de Janeiro, na aldeia Traíra, localizada no município de Humaitá - AM.  A oficina objetivou a capacitação dos indígenas no manejo adequado de copaíbas, inserindo e demonstrando através de aulas práticas e teóricas novas técnicas de extração da resina (óleos) com alto grau de qualidade, minimizando ou eliminando as perdas no momento de sua extração e os possíveis danos à árvore. O Curso de GPS proporcionou aos indígenas o primeiro contato com essa ferramenta de obtenção rápida de coordenadas geográficas. O intuitos principal da utilização do GPs é facilitar e dinamizar o entendimento da distribuição das espécies no interior da TI, visando um planejamento/monitoramento adequando das futuras extrações.   A capacitação foi ministrada pelo engenheiro florestal Reisso Soeiro, e contou com a participação de aproximadamente 40 (quarenta) indígenas Parintintins (homens e mulheres), de diversas idades. As aulas teóricas foram realizadas no centro cultural da Aldeia Traíra e as aulas práticas na área do Uxizal (área de grande concentração de espécies de copaíba) e em outros locais da aldeia. |
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Last Updated on Friday, 24 April 2009 10:32 |
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GESTÃO INTEGRADA DO PN PACAÁS NOVOS E TI URU-EU-WAU-WAU |
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Written by Kanindé
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Wednesday, 08 April 2009 09:26 |
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No dia 02 de abril a Kanindé realizou no seu Centro de Formação e Cultura localizado no km 12 (estrada do areia branca), a 1ª Reunião de Entendimento da Estrutura e Cronograma de Elaboração do Plano de Proteção Integrada da Terra Indígena Uru- Eu-Wau-Wau e Parque Nacional de Pacaás Novos. Esta reunião faz parte do cronograma de execução do Projeto de Gestão integrada do Parque Nacional do Pacaás de Novos e Terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau, uma parceria entre Kanindé, WWF Brasil, FUNAI, IBAMA, ICMbio, Associação Indígena Jupaú e Associação Indígena Amondawa.  A reunião contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas entre elas o Superintendente Regional do IBAMA - Cesar Luiz da Silva Guimarães, a representante da FUNAI/DF (Coordenação de Proteção as Terras Indígenas) - Thaís Gonçalves, o Gerente Regional do SIPAM – José Neumar M. Silveira, o representante do ICMBIO/DF – Thiago Beraldo, os representantes do WWF Brasil – Mauro Armelin e Moacyr A. Silva, o representante da Coordenação Geral de Índios Isolados – CGII-Altair José Algayer, os representantes indígenas das Etnias AMONDAWA E JUPAÚ, além dos representantes regionais dos órgãos supracitados. A reunião teve início com a apresentação do projeto feito pelo representante da Kanindé Israel Correa Vale Junior e Moacyr A.Silva (WWF Brasil). A idéia era socializar as ações previstas no projeto e prospectar a possibilidade de parcerias com as instituições presentes na reunião. Na seqüência foi iniciada a discussão intitulada: “porque compartilhar” coordenada por Ivaneide Bandeira Cardozo (Kanindé) segundo ela “... é importante a concentração de esforços na preservação e proteção da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e Parque Nacional de Pacaás Novos”. Ao término da reunião foi assinado um protocolo de intenções, cujo teor era a constituição de um grupo de trabalho formado por representantes do povo Amondawa, Jupaú, representante do Sipam, FUNAI, Icmbio, IBAMA, Kanindé e WWF Brasil, com a finalidade de: Preparar uma primeira versão do Plano de Proteção Integrada da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e Parque Nacional de Pacaás Novos em 60 dias. O grupo de trabalho voltará a se reunir no dia 27/04 no Centro de Formação da Kanindé. .
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Last Updated on Tuesday, 14 April 2009 17:57 |
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KANINDÉ INAUGURA SEU CENTRO DE CULTURA |
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Written by Kanindé
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Wednesday, 03 September 2008 00:15 |
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A Kanindé desenvolve a 15 anos, atividades de conservação da biodiversidade e valorização do conhecimento tradicional. Atuando nos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará no fortalecimento de organizações indígenas, proteção da biodiversidade, acompanhamento de políticas públicas e no desenvolvimento de ações voltadas para o desenvolvimento sustentável, tem como parceiros: GTA, Movimento Hip Hop da Floresta, Rio Terra, Adaçaí, Ecoporé, WWF, Amigos da Terra da Suécia, USAID, IIEB, CSF, SOS Amazonia, e as associações indígenas JUPAÚ, APIA, APIIL, COIAB, APIRG, APIS, OPIPAM, Diahui, AMIMP, Fórum Paiter e Metareilá. |
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PETIÇÃO PARA O TRIBUNAL LATINO AMERICANO DA ÁGUA |
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Written by Kanindé
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NOBRES JURADOS do EMÉRITO TRIBUNAL LATINOAMERICANO da ÁGUA (TLA), as pessoas físicas e jurídicas abaixo inscritas subscrevem a presente petição, ratificando os termos da denúncia formulada pela ASSOCIAÇÃO de DEFESA ETNOAMBIENTAL KANINDÉ (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP – sem fins lucrativos, CNPJ nº 63.762.884/0001-31, sediada na rua Dom Pedro II, nº 1892, sala 07, bairro Nossa Senhora das Graças, CEP 78901-150, cidade de Porto Velho, estado de Rondônia/Brasil) contra a União Federal, em virtude do esgotamento dos requerimentos e recursos cabíveis perante as instituições nacionais competentes pelo processo administrativo de Licenciamento Ambiental das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Santo Antônio e Jirau, projeto de complexo hidrelétrico do Governo Federal que figura como o carro-chefe do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, principal linha de investimento público em obras de infra-estrutura. |
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