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Diagnóstico Etnoambiental em Terras Indígenas & Plano de Gestão PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 27 March 2008 23:50

Os Diagnósticos e os Planos de Gestão ambiental em terras indígenas, tem um diferencial importantíssimo que é a participação dos indígenas como pesquisadores e avaliadores das ações.

Durante os estudos são escolhidos pelas comunidades os coordenadores indígenas, que junto com os coordenadores da Kanindé e os representantes da FUNAI, ficam responsáveis para o cumprimento do Plano de Trabalho.

A metodologia envolve a pesquisa de campo realizada por pesquisadores não indígenas e por pesquisadores indígenas, nos seguintes temas: Avifauna, Herpetofauna, Ictiofauna, Mastofauna, Vegetação, Meio físico, Sócio economia (inclusive entorno), Etnohistoria, Turismo.

Depois de realizadas as pesquisas (no período de no mínimo um ano) estas são sistematizadas e apresentadas a comunidade para serem validadas.

Validado o Diagnóstico, a comunidade junto com seus representantes, a Kanindé, a FUNAI e outras entidades que atuem diretamente ou indiretamente na terra indígena discutem a elaboração do Plano de Gestão Ambiental da terra indígena. Nele, os indígenas decidem quantos anos querem planejar (geralmente o planejamento fica entre 3 a 5 anos), sendo avaliado a cada ano.

Os resultados das pesquisas no entorno da terra indígena, são utilizados para planejar as ações no entorno, principalmente na área de educação ambiental e orientações sobre os limites da terra indígena e sua importância para o meio ambiente.

Todos os Diagnósticos e Planos de Gestão Ambiental das terras indígenas estão sendo utilizados pelas associações indígenas e a FUNAI para realizarem suas atividades e projetos.

Também estão sendo utilizados para a educação nas escolas indígenas, já que traz um histórico cultural do povo, informações sobre o meio físico e biológico, econômico, social e político (saúde, educação, produção).

Podemos afirmar que as terras indígenas aonde foram realizadas as pesquisas os indígenas conhecem suas potencialidades e ao fazerem o etnozoneamento definem como irão proteger o seu território, utilizando-o de forma sustentável.

Os povos beneficiados hoje garantem o desenvolvimento sustentável de seus territórios e participam de conselhos, reuniões e encontros para discutirem as políticas públicas, que interferem e agridem seus diretos. Este certamente é o maior ganho desta nova metodologia de pensar o território indígena.

Dentre os Diagnósticos Etnoambientais Participativos & Planos de Gestão realizados temos:

  • Diagnóstico Etnoambiental Participativo da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau – RO - 2002
  • Diagnóstico Agro-ambiental Participativo Paiter – RO - 2001
  • Diagnóstico Etnoambiental Participativo da Terra Indígena Igarapé Lourdes e Plano de Gestão – RO - 2004
  • Diagnóstico Etnoambiental Participativo da Terra Indígena Nove de Janeiro e Terra Indígena Ipixuna e Plano de Gestão – AM – 2005/2006
  • Levantamento Socioeconômico da Terra Indígena Pirahã – AM - 2006
  • Diagnóstico Etnoambiental Participativo da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau – RO - 2002

 

Last Updated on Thursday, 27 March 2008 23:53