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        <title>Associação de Defesa Etnoambiental - Kanindé</title>
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        <link>http://www.kaninde.org.br/</link>
        <generator>Artengenho</generator> 
        <item><title>Notícias - Povo Paiter Suruí pode criar a primeira Universidade Indígena Brasileira</title><pubDate>2013-05-0812:22:39</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2206</link><description><![CDATA[]]></description></item><item><title>Notícias - Povo Paiter Surui pode criar a primeira universidade indígena Brasileira</title><pubDate>2013-05-0812:09:13</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2205</link><description><![CDATA[]]></description></item><item><title>Destaques - Povo Paiter Surui pode criar a primeira universidade indígena Brasileira</title><pubDate>2013-05-0812:09:13</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2204</link><description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Foram quatro dias de  experi&ecirc;ncia, conhecendo a Universidade Ind&iacute;gena da Venezuela. Amir Surui,  Ivaneide Bandeira, Arildo Surui e Chicoepab Surui, representando as Associa&ccedil;&otilde;es  Kanind&eacute;, Metareilla e ECAM, foram conhecer de perto a estrutura da UIV,  Universidade Ind&iacute;gena da Venezuela, criada h&aacute; 12 anos e que acaba de ser  reconhecida formalmente pelo governo venezuelano. Foi o ultimo ato, em rela&ccedil;&atilde;o  aos ind&iacute;genas, do ex-presidente venezuelano Hugo Ch&aacute;vez. At&eacute; ent&atilde;o a estrutura  era mantida apenas por volunt&aacute;rios. &ldquo;Ficamos impressionados com a estrutura que  eles mant&ecirc;m, com o sistema de gest&atilde;o e os programas adotados&rdquo;, explicou Ivaneide  Bandeira. A UIV atende 100 alunos, de nove povos diferentes. A maioria da etnia  Ye&acute;Kawana, mas t&ecirc;m tamb&eacute;m os War&atilde;o, Yukpa, Mako, Shinano, E&acute;&ntilde;epa, Huottoa, Jiv,  Pun&ecirc;, Karina, Pernon. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Calibri;">Como funciona a Universidade Ind&iacute;gena da  Venezuela</span></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Todos os professores s&atilde;o  volunt&aacute;rios e a coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; ind&iacute;gena. A Venezuela possui o Minist&eacute;rio dos  Povos Ind&iacute;genas, e a UIV &eacute; uma universidade singular projetada para oferecer uma  modalidade de educa&ccedil;&atilde;o intercultural e experimental para estudantes origin&aacute;rios  das comunidades ind&iacute;genas na Venezuela. Ao acessar a conex&atilde;o por sat&eacute;lite da  universidade, que foi disponibilizada pelo programa do governo denominado  </span><a href="http://infocentro.gob.ve/" target="_blank"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Infocentros</span></span></a><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">, os estudantes podem usar a  internet para compartilhar imagens das atividades, das instala&ccedil;&otilde;es e da natureza  deslumbrante ao redor do campus de 2 mil hectares localizado em Tauca, no estado  de Bol&iacute;var. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Durante as aulas os alunos  aprendem a valorizar a pr&oacute;pria cultura, os sistemas de agricultura tradicional,  com SAF &ndash; sistema agroflorestal, conte&uacute;do comum para todos. &ldquo;Isso fortalece a  rela&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios com a terra e a natureza&rdquo;, ressalta Almir Surui. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">O conte&uacute;do oferecido inclui al&eacute;m  de historia e geografia, sistema de governan&ccedil;a pol&iacute;tica, agricultura,  marcenaria, cria&ccedil;&atilde;o de pequenos e grandes animais, como peixes, patos e  b&uacute;falos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">O mais interessante &eacute; que essa  modalidade de ensino garante a inclus&atilde;o dos povos ind&iacute;genas garantindo um ensino  diferenciado, o que n&atilde;o ocorre no Brasil,<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>ressalta Ivaneide Bandeira. Hoje o sistema, valoriza apenas a cultura do  homem branco. O ensino bil&iacute;ng&uuml;e nas escolas ind&iacute;genas n&atilde;o pode ser considerado  diferenciado, apenas replicamos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Calibri;">Universidade Ind&iacute;gena do Brasil Paiter  </span></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">A partir dessa visita a  Associa&ccedil;&atilde;o Metareila, com o apoio dos parceiros, pretende implantar na cidade de  Cacoal, onde hoje est&aacute; instalado o Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Paiter Suru&iacute;, a  Universidade Ind&iacute;gena do Brasil Paiter Suru&iacute;, garante Almir Suru&iacute;, l&iacute;der maior  dos Paiter Suru&iacute;. Mas essa universidade ser&aacute; para ind&iacute;genas e n&atilde;o ind&iacute;genas,  explica Ivaneide Bandeira. A id&eacute;ia &eacute; incluir as duas culturas e atender a todos  os p&uacute;blicos. Essa a&ccedil;&atilde;o faz parte do Plano de gest&atilde;o 50 anos do Povo Paiter  Suru&iacute;. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">J&aacute; temos muitos ind&iacute;genas  fazendo curso superior nas faculdades e universidades espalhadas pelo Estado,  mas com uma universidade ind&iacute;gena vamos fortalecer a rela&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios com a  terra e a natureza, j&aacute; que o conte&uacute;do vai valorizar a cultura dos  ind&iacute;genas.</span></p>]]></description></item><item><title>Notícias - Começa hoje o seminário sobre a Política de Atenção Integral à Saúde Mental da População Indígena</title><pubDate>2013-05-0820:19:24</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2201</link><description><![CDATA[<p>O semin&aacute;rio sobre a Pol&iacute;tica de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de Mental da Popula&ccedil;&atilde;o  Ind&iacute;gena promovido pela Funda&ccedil;&atilde;o Universidade Federal de Rond&ocirc;nia (Unir), em  parceria com o Centro de Estudos em Sa&uacute;de do &Iacute;ndio de Rond&ocirc;nia (CESIR), e apoio  do Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena (DSEI/Porto Velho), Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de  (DECIT) e Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de (OPAS),  come&ccedil;a hoje, 8 de maio de  2013.</p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;">A abertura acontece &agrave;s  19h no audit&oacute;rio da Unir-Centro e o credenciamento dos participantes come&ccedil;a a  partir das 17h. A continuidade dos trabalhos ser&aacute; no campus Jos&eacute; Ribeiro Filho,  em Porto Velho, nos dias 9 e 10 no audit&oacute;rio e salas do pr&eacute;dio dos mestrados com  confer&ecirc;ncias e grupos de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;">O evento contar&aacute; com a  presen&ccedil;a do psic&oacute;logo Lucas da Silva N&oacute;brega, coordenador do Programa de Sa&uacute;de  Mental &ndash; SESAI/M.S. (Bras&iacute;lia/DF), da doutora Luciane Ouriques Ferreira, da  Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica/ Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz e do doutor Maximiliano  Loiola Ponte de Souza, do Instituto Le&ocirc;nidas e Maria Deane, da  Fiocruz/AM.<br />
<br />
O Semin&aacute;rio tem a finalidade de debater os principais  problemas de sa&uacute;de mental no DSEI-Porto Velho/RO e definir poss&iacute;veis estrat&eacute;gias  de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento a esses agravos f&iacute;sicos e sociais. Al&eacute;m dos  profissionais diretamente envolvidos com o problema, este semin&aacute;rio interessa  aos profissionais e discentes dos cursos de enfermagem, medicina e  psicologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span>     </span>Mais  informa&ccedil;&otilde;es podem ser obtidas pelo e-mail <a href="http://bmail.uol.com.br/compose?to=seminariosaudementalindigena@gmail.com" target="_blank">seminariosaudementalindigena@gmail.com</a><u>.</u></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o<br />
Universidade Federal de Rond&ocirc;nia<br />
Telefone  (69) 2182-2016<br />
E-mails: <a href="http://bmail.uol.com.br/compose?to=ascom@unir.br" target="_blank">ascom@unir.br</a> e <a href="http://bmail.uol.com.br/compose?to=ascomunir@gmail.com" target="_blank">ascomunir@gmail.com</a></p>]]></description></item><item><title>Notícias - Índios desocupam canteiro de obras da usina Belo Monte, no Pará</title><pubDate>2013-05-0920:10:21</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2199</link><description><![CDATA[<p>Os cerca de 150 ind&iacute;genas que ocupavam o principal canteiro de obras da Usina Hidrel&eacute;trica Belo Monte, em Vit&oacute;ria do Xingu, no Par&aacute;, deixaram o local na noite desta quinta-feira (9). A retirada dos manifestantes ocorreu ap&oacute;s tr&ecirc;s horas de reuni&atilde;o com a procuradora da rep&uacute;blica Thais Santi e representantes da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai). <a href="http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/05/indios-invadem-canteiro-de-obras-de-belo-monte-no-para.html" target="_blank">A ocupa&ccedil;&atilde;o ocorria desde o &uacute;ltimo dia 2</a>.</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-300"><img width="300" height="519" title="Infogr&aacute;fico Belo Monte Desocupa&ccedil;&atilde;o (Foto: G1)" alt="Infogr&aacute;fico Belo Monte Desocupa&ccedil;&atilde;o (Foto: G1)" src="http://s2.glbimg.com/dKDf9m0oNWqY7kSwMzqYIEEjn5k=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/05/09/belo-monte.jpg" /><strong>Infogr&aacute;fico Belo Monte Desocupa&ccedil;&atilde;o (Foto: G1)</strong></p>
<p>Os &iacute;ndios declararam que sa&iacute;ram do S&iacute;tio Belo Monte por conta da <a href="http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/05/trf-suspende-reintegracao-de-posse-em-canteiro-de-belo-monte-no-para.html">decis&atilde;o do Tribunal Regional Federal  (TRF) da 1&ordf; Regi&atilde;o</a>, que resolveu, nesta quinta-feira (9), suspender por 24 horas o mandado de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse concedido &agrave; Norte Energia, empresa respons&aacute;vel pela implanta&ccedil;&atilde;o da Usina. No entanto, a mesma decis&atilde;o determinou a sa&iacute;da dos manifestantes no mesmo prazo, ou seja, em um dia.</p>
<p>A decis&atilde;o do TRF acatou a solicita&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF), que pediu a suspens&atilde;o da reintegra&ccedil;&atilde;o de posse nesta quinta-feira (9).</p>
<p>Alegando que n&atilde;o queriam ser reconhecidos como criminosos, os ind&iacute;genas disseram ainda que temiam a press&atilde;o dos homens da For&ccedil;a Nacional e a possibilidade de um conflito armado, j&aacute; que estavam na ocupa&ccedil;&atilde;o muitas mulheres e crian&ccedil;as.</p>
<p>Al&eacute;m disso, os ind&iacute;genas reclamaram da aus&ecirc;ncia do ministro Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, com quem reivindicavam a negocia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>&quot;Os &iacute;ndios me surpreenderam pela convic&ccedil;&atilde;o do que eles estavam pleiteando,e a tranquilidade com que eles estavam dialogando. Ao chegar aqui, me surpreendi memso com a serenidade das lideran&ccedil;as&quot;, declarou Santi.</p>
<p>Po meio de sua assessoria, a Norte Energia informou que n&atilde;o vai se pronunciar sobre o assunto nesta quinta.</p>
<p><strong>Entenda o caso</strong><br />
Cerca de 150 &iacute;ndios ocuparam o s&iacute;tio Belo Monte, o principal canteiro de obras da usina, no &uacute;ltimo dia 2 de maio. Eles reclamam da presen&ccedil;a militar na regi&atilde;o sudoeste do Par&aacute;, e alegam que n&atilde;o foram consultados sobre a constru&ccedil;&atilde;o da usina de Belo Monte, cujos impactos seriam irrevers&iacute;veis para as comunidades da regi&atilde;o.</p>
<p>Na sexta-feira (3), a Norte Energia entrou com o primeiro pedido de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse do canteiro, que foi negado pela justi&ccedil;a. Na segunda-feira (6) a empresa fez novo pedido &agrave; Justi&ccedil;a Federal, que concedeu a reintegra&ccedil;&atilde;o na quarta-feira (8). Nesta quinta (9), homens da For&ccedil;a Nacional de Seguran&ccedil;a, Pol&iacute;cia Federal e o Comando de Miss&otilde;es Especiais da Pol&iacute;cia Militar aguardavam o recebimento da ordem para cumprir a determina&ccedil;&atilde;o judicial.</p>]]></description></item><item><title>Notícias - Para explorar o solo na Bolívia, empresas estrangeiras precisam negociar com índios </title><pubDate>2013-05-1220:07:33</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2197</link><description><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span itemprop="name">Para explorar o solo na Bol&iacute;via, empresas estrangeiras precisam negociar com &iacute;ndios</span></p>
<p><span itemprop="name">Assista a reportagem completa no link: </span></p>
<p><span itemprop="name"><a href="http://globotv.globo.com/infoglobo/o-globo/v/para-explorar-o-solo-na-bolivia-empresas-estrangeiras-precisam-negociar-com-indios/2567467/">http://globotv.globo.com/infoglobo/o-globo/v/para-explorar-o-solo-na-bolivia-empresas-estrangeiras-precisam-negociar-com-indios/2567467/</a></span></p>]]></description></item><item><title>Destaques - Menino da etnia Cinta Larga escapou da morte e foi adotado por mulher</title><pubDate>2013-05-1220:05:39</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2195</link><description><![CDATA[<p>Uma ado&ccedil;&atilde;o mudou o rumo de uma fam&iacute;lia em <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/cuiaba.html">Cuiab&aacute;</a> e de um beb&ecirc; ind&iacute;gena que estava fadado desde as primeiras horas de vida a ser sacrificado por ter nascido com S&iacute;ndrome de Down. Quando se lembra do esfor&ccedil;o que precisou ter para ser m&atilde;e adotiva do pequeno Ant&ocirc;nio, hoje com sete anos, a psicopedagoga Beatriz Mello, de 56 anos, diz que faria tudo de novo s&oacute; para ter a chance de salvar a vida do filho que &eacute; da etnia Cinta Larga.</p>
<p>&ldquo;Foi uma escolha muito forte. At&eacute; pela minha forma&ccedil;&atilde;o eu sempre desejei ser m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com down. Eu fiz dar espa&ccedil;o para isso e recebi o meu maior presente, um &lsquo;pacotinho especial&rsquo; que me d&aacute; alegria diariamente&rdquo;, diz Mello.</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-300"><img width="300" height="400" title="M&atilde;e e filho &iacute;ndio cinta larga adotado em Cuiab&aacute;. [3] (Foto: Dhiego Maia/G1)" alt="M&atilde;e e filho &iacute;ndio cinta larga adotado em Cuiab&aacute;. [3] (Foto: Dhiego Maia/G1)" src="http://s2.glbimg.com/90M4q7_uNCowIGkQWuUQ9OkSM34=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/05/11/bebe_indio_300x400.jpg" /><strong>Ant&ocirc;nio vive com a m&atilde;e adotiva em Cuiab&aacute;. (Foto:<br />
Dhiego Maia/G1)</strong></div>
<p>O &lsquo;pacotinho especial&rsquo; de Beatriz vem ao longo dos anos contrariando as previs&otilde;es m&eacute;dicas mais pessimistas. Al&eacute;m de ser down, Ant&ocirc;nio &eacute; surdo e, por consequ&ecirc;ncia, n&atilde;o fala e tem respira&ccedil;&atilde;o limitada devido a um problema pulmonar grave. H&aacute; um ano, ele recebeu um implante de um aparelho no ouvido e j&aacute; come&ccedil;a a reproduzir na fala os sons que ouve. Beatriz contou &agrave; reportagem que se emocionou quando observou o filho se esfor&ccedil;ando para falar a palavra mam&atilde;e.</p>
<p>&ldquo;Ele falou ma, ma, ma. Foi uma emo&ccedil;&atilde;o muito grande&rdquo;, recorda.</p>
<p><strong>Supera&ccedil;&atilde;o</strong><br />
Os quatro primeiros anos de vida do garoto n&atilde;o foram f&aacute;ceis. Ant&ocirc;nio passava meses internado. Beatriz diz que o esfor&ccedil;o, na &eacute;poca, era para mant&ecirc;-lo vivo. Ela se emociona quando recorda do momento mais dif&iacute;cil quando pensou que Ant&ocirc;nio n&atilde;o sobreviveria a mais um per&iacute;odo no hospital. Em Macei&oacute;, a capital de Alagoas, o rim e o f&iacute;gado de Ant&ocirc;nio entraram em colapso.</p>
<p>&ldquo;Eu disse bem pr&oacute;xima ao ouvido dele que se ele tivesse que nos deixar, a passagem dele seria iluminada. Mas que se ele quisesse ficar com a gente, ele receberia muito amor&rdquo;, afirma.</p>
<div class="frase-materia componente_materia">
<div class="frase">Recebi o meu maior presente, um &lsquo;pacotinho especial&rsquo; que me d&aacute; alegria diariamente</div>
<div class="autor">Beatriz Mello, m&atilde;e adotiva</div>
</div>
<p>Ant&ocirc;nio saiu do coma e, um m&ecirc;s depois, deixou o hospital. &ldquo;Ele optou pela vida sempre sorrindo, com bom humor. Meu filho &eacute; um guerreiro&rdquo;, completa Beatriz.</p>
<p>M&atilde;e de outras tr&ecirc;s filhas, a psicopedagoga conheceu a hist&oacute;ria do beb&ecirc; que se tornaria o filho ca&ccedil;ula dela por meio de uma reportagem exibida em 2005 pela TV Centro Am&eacute;rica, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso. &Agrave; &eacute;poca, Ant&ocirc;nio estava debilitado e precisava fazer uma cirurgia. Ele era o 12&ordm; filho de um casal de &iacute;ndios que vivia em uma aldeia localizada na zona rural de <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/mt/mato-grosso/cidade/aripuana.html">Aripuan&atilde;</a>, cidade distante a 976 quil&ocirc;metros de Cuiab&aacute;.</p>
<p>A m&atilde;e biol&oacute;gica do garoto temendo que o filho pudesse ser sacrificado por conta da defici&ecirc;ncia contrariou a tradi&ccedil;&atilde;o e entregou o menino para a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai). &ldquo;Essa mulher foi muito corajosa porque ela sabia que se ele ficasse por l&aacute; n&atilde;o sobreviveria at&eacute; pelas condi&ccedil;&otilde;es da aldeia que n&atilde;o tinha nem energia el&eacute;trica&rdquo;, revela Beatriz.</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-620">
<ul>
    <li>&nbsp;</li>
</ul>
<img width="620" height="465" title="M&atilde;e e filho &iacute;ndio cinta larga adotado em Cuiab&aacute;. [2] (Foto: Dhiego Maia/G1)" alt="M&atilde;e e filho &iacute;ndio cinta larga adotado em Cuiab&aacute;. [2] (Foto: Dhiego Maia/G1)" src="http://s2.glbimg.com/5a2-AAOIN1g098r6hF3ZJfL1CN4=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/05/11/bebe_indio_620x465_2.jpg" /><strong>Menino era o 12&ordm; filho de um casal ind&iacute;gena na cidade de Aripuan&atilde;. (Foto: Dhiego Maia/G1)</strong></div>
<p>Da chegada de Ant&ocirc;nio a Cuiab&aacute; para o primeiro tratamento m&eacute;dico at&eacute; obter a guarda provis&oacute;ria dele foram dois meses de espera, conta Beatriz. Ele foi levado para a casa dela ainda debilitado e recebendo cuidados em uma &lsquo;homecare&rsquo;. A guarda definitiva s&oacute; foi expedida quatro anos depois.</p>
<p class="saibamais componente_materia">Da conviv&ecirc;ncia com o filho especial, diz Beatriz, ela aprendeu a ser mais serena e forte. &ldquo;O meu crescimento como pessoa &eacute; incr&iacute;vel. Eu sempre achei que faltava em mim o dom da paci&ecirc;ncia. Depois do Ant&ocirc;nio me tornei mais tolerante e serena. Os valores que a gente t&ecirc;m na vida mudam, n&atilde;o tem jeito. Acasos acontecem por conta de um acaso ainda maior&rdquo;, revela.</p>
<p>Ant&ocirc;nio ainda continua cercado de cuidados por ter uma sa&uacute;de fr&aacute;gil. Ele faz fisioterapia respirat&oacute;ria duas vezes por dia e ainda est&aacute; aprendendo a se comunicar com o aux&iacute;lio de uma fonoaudi&oacute;loga. A meta de Beatriz &eacute; tornar o filho o mais independente poss&iacute;vel.</p>
<p><strong>Cinta Larga</strong><br />
Os &iacute;ndios da etnia Cinta Larga est&atilde;o espalhados em aldeias pelos estados de Mato Grosso e Rond&ocirc;nia. Dados da Funai apontam que a etnia possui 1.757 integrantes. A comitiva do Marechal C&acirc;ndido Rondon foi a primeira a fazer contato com os Cinta Larga, em 1915. A intensa press&atilde;o econ&ocirc;mica na regi&atilde;o em que est&aacute; inserida por conta da atividade garimpeira fez a popula&ccedil;&atilde;o da etnia reduzir consideravelmente ao longo dos anos.</p>]]></description></item><item><title>Notícias - Consulta pública sobre plano de mudanças climáticas começa em julho</title><pubDate>2013-05-1220:01:17</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2193</link><description><![CDATA[<p>Em dois meses, os brasileiros v&atilde;o poder apresentar sugest&otilde;es para que os  diversos setores da economia do pa&iacute;s, como a ind&uacute;stria e o setor de transportes,  reduzam as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa. A primeira vers&atilde;o revisada  do Plano Nacional sobre Mudan&ccedil;a do Clima, que deve incluir essas metas, deve ser  colocada em consulta p&uacute;blica na internet e em encontros regionais a partir de  julho.</p>
<p>&ldquo;A nova vers&atilde;o vai trazer um grande avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao que j&aacute; est&aacute; proposto  no plano anterior&rdquo;, garantiu Karen Cope, diretora de Licenciamento e Avalia&ccedil;&atilde;o  Ambiental da Secretaria de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e Qualidade Ambiental, ligada ao  Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Segundo ela, os planos setoriais j&aacute; come&ccedil;aram a ser  implantados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se conseguir consolidar todas as contribui&ccedil;&otilde;es apresentadas pela popula&ccedil;&atilde;o, o  governo deve apresentar a vers&atilde;o final do plano at&eacute; o fim do ano. O documento  deveria ter sido conclu&iacute;do no ano passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O prazo para revis&atilde;o estava previsto na vers&atilde;o original do plano, elaborado  em 2008. No final de 2010, com a cria&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional sobre Mudan&ccedil;a do  Clima, o governo decidiu que o Plano Nacional sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas deveria  incorporar os Planos Setoriais de Mitiga&ccedil;&atilde;o e Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas.  Pelo mesmo decreto que instituiu a pol&iacute;tica, o prazo para que os planos  setoriais fossem apresentados era 15 de dezembro de 2011. Mas, as metas de  alguns setores, como os de sa&uacute;de e minera&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o foram divulgadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta semana, representantes do Observat&oacute;rio do Clima e do F&oacute;rum Brasileiro de  ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento cobraram a  apresenta&ccedil;&atilde;o de planos de quatro setores. Apesar do apelo do governo pelas  contribui&ccedil;&otilde;es do grupo, as 700 organiza&ccedil;&otilde;es que formam a rede se recusam a  participar do processo sem um rascunho desses textos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O argumento &eacute; que n&atilde;o poderiam comentar o conte&uacute;do sem ter acesso a mais  informa&ccedil;&otilde;es. As organiza&ccedil;&otilde;es entregaram uma carta &agrave; ministra-chefe da Casa  Civil, Gleisi Hoffmann, pedindo o texto final dos documentos que preveem metas  da ind&uacute;stria, dos transportes, da sa&uacute;de e da minera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e Energia do  WWF-Brasil, que integra as duas organiza&ccedil;&otilde;es, reconhece que o Brasil avan&ccedil;ou com  o plano de 2008, mesmo que a pol&iacute;tica de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&oacute; tenha sido  institu&iacute;da depois. Mas, segundo ele, a desarmonia nas datas dos dois documentos  acabou fazendo com que n&atilde;o houvesse estrat&eacute;gia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o &eacute; plano de a&ccedil;&atilde;o que nos leva a um processo de desenvolvimento de baixo  carbono, e n&atilde;o trouxe inova&ccedil;&atilde;o. O plano n&atilde;o tem metas, apenas alguns objetivos  espec&iacute;ficos&rdquo;, disse, destacando a redu&ccedil;&atilde;o de perda de floresta que tem avan&ccedil;ado,  conforme mostram levantamentos de sat&eacute;lites e opera&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e  combate ao crime ambiental. Os movimentos sociais cobram documento com metas e  a&ccedil;&otilde;es precisas e claras.</p>]]></description></item><item><title>Destaques - Índios de Rondônia ganham espaço para receber qualificação técnica</title><pubDate>2013-05-1019:58:37</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2191</link><description><![CDATA[<p>Os &iacute;ndios da etnia paiter suru&iacute; de <a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/ro/rondonia/cidade/cacoal.html">Cacoal</a> (RO) reinauguraram o Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Cultural Paiter Suru&iacute;. O espa&ccedil;o, antes conhecido como Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental Cacoalense (Paca), agora ser&aacute; destinado a cursos t&eacute;cnicos profissionalizantes para &iacute;ndios de todas as etnias. As primeiras aulas previstas s&atilde;o espec&iacute;ficas para os ind&iacute;genas e devem come&ccedil;ar a partir do m&ecirc;s de agosto.</p>
<p>Segundo o l&iacute;der da etnia, Almir Suru&iacute;, os ind&iacute;genas ter&atilde;o cursos t&eacute;cnicos de direito, gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda e gest&atilde;o territorial, que devem durar dois anos. As aulas ser&atilde;o presenciais e di&aacute;rias, divididas pr&aacute;ticas e te&oacute;ricas. Apesar de n&atilde;o ter vagas limitadas, a expectativa &eacute; que cada turma seja formada por 30 alunos.</p>
<p>Para as inscri&ccedil;&otilde;es, o centro vai criar um Plano de Comunica&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; direcionar os interessados sobre como proceder para realizar a matr&iacute;cula. O Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Cultural Paiter Suru&iacute; j&aacute; tem conv&ecirc;nio firmado com o Instituto Federal de Rond&ocirc;nia (Ifro) e est&aacute; em negocia&ccedil;&atilde;o com a Universidade Federal de Rond&ocirc;nia (Unir).</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-300"><img width="300" height="225" title="Ind&iacute;genas durante a inaugura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, em Cacoal (Foto: Thomas Pizer/Aquaverde)" alt="Ind&iacute;genas durante a inaugura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, em Cacoal (Foto: Thomas Pizer/Aquaverde)" src="http://s2.glbimg.com/xzu5Ld8vvlBWfaDP8QmIgQMljTA=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/05/11/photos_thomas_pizer_aquaverde_17.jpg" /></div>
<div class="foto componente_materia midia-largura-300"><strong>Ind&iacute;genas durante a inaugura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, em<br />
Cacoal (Foto: Thomas Pizer/Aquaverde)</strong></div>
<p>Segundo Almir Suru&iacute;, a pretens&atilde;o &eacute; que em breve o espa&ccedil;o cres&ccedil;a e se transforme em uma Universidade Ind&iacute;gena. &ldquo;Inicialmente os cursos ser&atilde;o destinados apenas para os ind&iacute;genas, por&eacute;m j&aacute; estamos construindo uma Pol&iacute;tica Pedag&oacute;gica do Centro, para que esses cursos sejam estendidos para toda a sociedade&rdquo;, afirma o ind&iacute;gena.</p>
<p>No local onde as aulas ser&atilde;o ministradas funcionava outro &oacute;rg&atilde;o que tamb&eacute;m defendia os interesses do povo ind&iacute;gena. Os trabalhos foram interrompidos em 2005, por problemas administrativos. O terreno de seis hectares possui alojamentos femininos e masculinos, &aacute;rea administrativa, refeit&oacute;rio e audit&oacute;rio, todos constru&iacute;dos em forma de oca. Os cursos t&eacute;cnicos aguardam aprova&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o para serem reconhecidos.</p>
<p>Ao <strong>G1</strong>, o l&iacute;der disse que os suru&iacute; sentiram a necessidade de ter um espa&ccedil;o de estudos constru&iacute;do para os &iacute;ndios, pois &eacute; preciso que o desenvolvimento intelectual aconte&ccedil;a. &ldquo;J&aacute; temos muitos &iacute;ndios com forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, at&eacute; mesmo para dar as aulas dos cursos. Iremos priorizar esses profissionais, mas mesmo os formados poder&atilde;o fazer outros cursos t&eacute;cnicos para aprimorar o conhecimento&rdquo;, afirma Almir.</p>
<p>O Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Cultural Paiter Suru&iacute; foi reformado com apoio do Fundo Vale do Rio Doce e est&aacute; localizado na Rua Geraldo Cardoso Campos, n&ordm; 4343, Bairro Josino Brito, em Cacoal.</p>]]></description></item><item><title>Destaques - ISA lança publicação atualizada sobre mineração em Terras Indígenas na Amazônia Brasileira</title><pubDate>2013-03-2721:26:21</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2188</link><description><![CDATA[<table width="500" class="geral" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
    <tbody>
        <tr>
            <td class="geral">
            <p class="r_chama">Em sua quarta edi&ccedil;&atilde;o, <i>Minera&ccedil;&atilde;o em Terras Ind&iacute;genas na  Amaz&ocirc;nia Brasileira 2013</i>identifica e traz informa&ccedil;&otilde;es atualizadas sobre 104  processos titulados e 4 116 interesses miner&aacute;rios que incidem sobre 152 Terras  Ind&iacute;genas</p>
            <br />
            &nbsp;</td>
        </tr>
        <tr>
            <td class="geral">&nbsp;</td>
        </tr>
        <tr>
            <td class="r_corpo"><span class="r_corpo">
            <p>&nbsp;</p>
            <p>&nbsp;</p>
            <table width="220" align="left" border="0" cellspacing="5" cellpadding="0">
                <tbody>
                    <tr>
                        <td align="left" valign="top"><img alt="" border="1" src="http://site-antigo.socioambiental.org/banco_imagens/noticias/2024921274514c7f89815a9.jpg" /></td>
                    </tr>
                    <tr>
                        <td align="left" class="data_retranca" valign="top">&nbsp;</td>
                    </tr>
                </tbody>
            </table>
            Os dados  apresentados na publica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o organizados por empresa, por tipo de min&eacute;rio,  por quantidade e extens&atilde;o, e s&atilde;o resultado do monitoramento, organiza&ccedil;&atilde;o,  cruzamento e an&aacute;lise de dados e informa&ccedil;&otilde;es oficiais, realizados pelo ISA. O  per&iacute;metro das terras digitalizadas foi feito a partir dos documentos oficiais  sobre a escala 1:250.000 (decretos presidenciais, portarias do Minist&eacute;rio da  Justi&ccedil;a e do presidente da Funai) e os dados do Cadastro Mineiro publicados pelo  Departamento Nacional da Produ&ccedil;&atilde;o Mineral &ndash; DNPM (obtido em 4 de mar&ccedil;o de 2013  em http://sigmine.dnpm.gov.br). <a target="&rdquo;_blank" href="http://issuu.com/instituto-socioambiental/docs/mineracao-ti-2013/9">Fa&ccedil;a aqui o download da publica&ccedil;&atilde;o</a>.
            <p>&nbsp;</p>
            <p>A primeira edi&ccedil;&atilde;o, de 1987, foi realizada em conjunto com a Coordena&ccedil;&atilde;o  Nacional dos Ge&oacute;logos (Conage) e tinha por objetivo subsidiar a Assembleia  Constituinte nas discuss&otilde;es sobre a atividade miner&aacute;ria em Terras Ind&iacute;genas.  Outras edi&ccedil;&otilde;es vieram em 1998 e 2004, atualizando e avaliando as informa&ccedil;&otilde;es  disponibilizadas pelo DNPM.</p>
            <p>Passados 25 anos da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o foi aprovada uma  lei que regulamente o procedimento das atividades miner&aacute;rias em TIs.</p>
            <p>Em 2011, foi criada uma Comiss&atilde;o Especial para tratar da quest&atilde;o e da&iacute; surgiu  uma nova vers&atilde;o do Projeto de Lei (PL) 1.610. Apresentado em outubro de 2012, o  PL tem sido alvo de cr&iacute;ticas por parte de setores da sociedade por favorecer as  empresas interessadas e oferecer poucas garantias aos povos ind&iacute;genas afetados.  Sobre isso, uma an&aacute;lise detalhada est&aacute; no artigo Minera&ccedil;&atilde;o em Terras Ind&iacute;genas:  Impasses e Problemas, na p&aacute;gina 89. Aprovado pelo Senado, o PL aguarda agora a  aprova&ccedil;&atilde;o pela C&acirc;mara dos Deputados.</p>
            <p>Organizada por Al&iacute;cia Rolla e Fany Ricardo, do Programa de Monitoramento de  &Aacute;reas protegidas do ISA, a nova publica&ccedil;&atilde;o pretende fornecer subs&iacute;dios aos  principais interessados: os povos ind&iacute;genas, j&aacute; que a explora&ccedil;&atilde;o mineral trar&aacute;  inevitavelmente impactos sociais e ambientais &agrave;s suas terras, seus parceiros e  &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, para aprofundar e qualificar a discuss&atilde;o. Tabelas e mapas  ilustram o livro.</p>
            <p>Uma pol&iacute;tica mineral respons&aacute;vel nas &aacute;reas ind&iacute;genas s&oacute; ser&aacute; vi&aacute;vel se o  Estado brasileiro tiver a real capacidade de controlar e monitorar as atividades  com transpar&ecirc;ncia nos procedimentos de concess&atilde;o e respeito aos direitos  ind&iacute;genas.</p>
            <p>&nbsp;</p>
            </span>
            <p>&nbsp;</p>
            </td>
        </tr>
    </tbody>
</table>]]></description></item><item><title>Destaques - Almir Suruí decide ajudar na campanha de doação de medula óssea entre indígenas</title><pubDate>2013-04-2520:59:55</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2182</link><description><![CDATA[<p><span style="font-size: 14px;">O l&iacute;der Paiter veio a Porto velho, a convite da dire&ccedil;&atilde;o do Hospital do Canc&ecirc;r de Barretos. Na capital, juntamente com a esposa Ivaneide Bandeira, gerente de projetos da Associa&ccedil;&atilde;o de defesa Etnoambiental Kanind&eacute;, recebeu informa&ccedil;&otilde;es <img alt="" src="http://www.newsrondonia.com.br/imagensNoticias/image/almir_surui(1).jpg" style="border-width: 4px; border-style: solid; margin: 3px 6px; width: 450px; height: 619px; float: right;" />sobre a campanha de doa&ccedil;&atilde;o de medula &oacute;ssea, lan&ccedil;ada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. O objetivo da campanha nacional de medula &oacute;ssea &eacute; ampliar o cadastro de doadores volunt&aacute;rios e facilitar o tratamento de quem sofre de leucemia.<br />
<br />
Hoje o cadastro nacional conta com 350 mil amostras de medula.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>O que &eacute; leucemia</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">A leucemia &eacute; uma doen&ccedil;a maligna dos gl&oacute;bulos brancos (leuc&oacute;citos), geralmente, de origem desconhecida.<br />
<br />
Tem como principal caracter&iacute;stica o ac&uacute;mulo de c&eacute;lulas jovens anormais na medula &oacute;ssea, que substituem as c&eacute;lulas sangu&iacute;neas normais.<br />
<br />
A medula &eacute; o local de forma&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas sangu&iacute;neas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela s&atilde;o encontradas as c&eacute;lulas que d&atilde;o origem aos gl&oacute;bulos brancos, aos gl&oacute;bulos vermelhos (hem&aacute;cias ou eritr&oacute;citos) e &agrave;s plaquetas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">Estimativas de novos casos: 8.510, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres (2012).<br />
<br />
N&uacute;mero de mortes: 5.935, sendo 3.202 homens e 2.733 mulheres (2010)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">Com esse encontro em Porto velho o objetivo do Hospital do Cancer de Barretos, atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o Pia XII, &eacute; estender a campanha aos povos ind&iacute;genas. A necessidade partiu de um caso espec&iacute;fico em tratamento na cidade de Barretos, do garoto Rhikelme da etnia Macuxi, que faz tratamento de leucemia linfoide, cujo tratamento &eacute; o transplante de medula.<br />
<br />
&ldquo;A dificuldade para se encontrar um doador compat&iacute;vel para um branco &eacute; de uma em 100 mil, j&aacute; para um ind&iacute;gena &eacute; praticamente imposs&iacute;vel, no banco de dados nacional, explica Rafael Cita, um dos diretores do Hospital do Cancer de Barretos&rdquo;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">Almir e Ivaneide ficaram sensibilizados e se comprometeram a ajudar a encontrar doadores primeiro para Rhikelme.<br />
<br />
&ldquo;J&aacute; estamos entrando em contato com lideran&ccedil;as da etnia Macuxi em Roraima, e vamos tentar encontrar algu&eacute;m compat&iacute;vel para ajudar Rhikelme&rdquo; explicou Almir Surui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">De acordo com a gerente do Hospital do C&acirc;ncer, unidade Porto Velho, Raquel Keller, atende por dia 300 pacientes.<br />
<br />
&ldquo;Entre esses pacientes temos 35 que s&atilde;o ind&iacute;genas, de v&aacute;rias etnias fazendo tratamento contra o c&acirc;ncer&rdquo;, complemente Raquel Keller.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Amplia&ccedil;&atilde;o da campanha</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">A amplia&ccedil;&atilde;o da campanha de doa&ccedil;&atilde;o para povos ind&iacute;genas &eacute; uma demanda do pr&oacute;prio minist&eacute;rio da sa&uacute;de. O apoio de Almir Surui foi apenas o primeiro passo dado pelo Hospital do Cancer da Barretos. &rdquo;Por causa da tutela dos ind&iacute;genas, a coleta de material sangu&iacute;neo dos ind&iacute;genas vai depender de autoriza&ccedil;&atilde;o da FUNAI, atrav&eacute;s do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a&rdquo;, enfatizou Ivaneide Bandeira, que trata da quest&atilde;o ind&iacute;gena h&aacute; mais de 20 anos, desde que foi criada a Associa&ccedil;&atilde;o de defesa Etnoambiental Kanind&eacute;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Passo a passo para se tornar um doador</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">-Qualquer pessoa entre <strong>18 e 55 anos</strong> com boa sa&uacute;de poder&aacute; doar medula &oacute;ssea. Esta &eacute; retirada do interior de ossos da bacia, por meio de pun&ccedil;&otilde;es, e se recomp&otilde;e em apenas 15 dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">-Os doadores preenchem um formul&aacute;rio com dados pessoais e &eacute; coletada uma amostra de sangue com 5 ml para testes. Estes testes determinam as caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas que s&atilde;o necess&aacute;rias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">-Os dados pessoais e os resultados dos testes s&atilde;o armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que est&atilde;o necessitando de um transplante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">-Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador &eacute; ent&atilde;o chamado para exames complementares e para realizar a doa&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Caso voc&ecirc; decida doar</strong><br />
<br />
Voc&ecirc; precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de sa&uacute;de (n&atilde;o ter doen&ccedil;a infecciosa ou incapacitante).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Onde e quando doar</strong><br />
<br />
&Eacute; poss&iacute;vel se cadastrar como doador volunt&aacute;rio de medula &oacute;ssea nos <a href="http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=2639" target="_blank">Hemocentros nos estados</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;"><strong>Como &eacute; feita a doa&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Ser&aacute; retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informa&ccedil;&otilde;es pessoais. Seu sangue ser&aacute; tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que &eacute; um teste de laborat&oacute;rio para identificar suas caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA ser&aacute; inclu&iacute;do no cadastro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">Seus dados ser&atilde;o cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula &oacute;ssea constantemente. Se voc&ecirc; for compat&iacute;vel com algum paciente, outros exames de sangue ser&atilde;o necess&aacute;rios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">Se a compatibilidade for confirmada, voc&ecirc; ser&aacute; consultado para confirmar que deseja realizar a doa&ccedil;&atilde;o. Seu atual estado de sa&uacute;de ser&aacute; avaliado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14px;">A doa&ccedil;&atilde;o &eacute; um procedimento que se faz em centro cir&uacute;rgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer interna&ccedil;&atilde;o por um m&iacute;nimo de 24 horas. Nos primeiros tr&ecirc;s dias ap&oacute;s a doa&ccedil;&atilde;o pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analg&eacute;sicos e medidas simples.<br />
<br />
Normalmente, os doadores retornam &agrave;s suas atividades habituais depois da primeira semana.</span></p>]]></description></item><item><title>Notícias - Um quarto das 154 línguas indígenas do Brasil corre risco de extinção</title><pubDate>2013-04-2920:44:08</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2181</link><description><![CDATA[<p>Um quarto das 154 l&iacute;nguas ind&iacute;genas ainda vivas no Brasil est&aacute; amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que contam com menos de cem falantes, alerta um relat&oacute;rio realizado pelo MPEG (Museu Paraense Emilio Goeldi).</p>
<p>O mais grave &eacute; que &eacute; imposs&iacute;vel determinar quantas l&iacute;nguas j&aacute; se extinguiram desde a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil em 1.500, segundo o estudo do &oacute;rg&atilde;o estatal, ligado ao Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</p>
<p>A linguista Ana Vilacy Galucio, pesquisadora do MPEG que coordenou o estudo, diz que &quot;o Brasil &eacute; um dos pa&iacute;ses com maior diversidade lingu&iacute;stica da Am&eacute;rica, j&aacute; que conta com 154 l&iacute;nguas ainda faladas. Mas o n&uacute;mero era muito maior e n&atilde;o sabemos quantas desapareceram sem que restassem registros&quot;.</p>
<p>&mdash; E muitas das l&iacute;nguas ainda vivas est&atilde;o amea&ccedil;adas de desaparecer, j&aacute; que t&ecirc;m muito poucos falantes, em sua maioria idosos, e as novas gera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o interessadas em aprend&ecirc;-las. A tend&ecirc;ncia em m&eacute;dio prazo &eacute; que essas l&iacute;nguas desapare&ccedil;am.</p>
<p><strong><a href="http://noticias.r7.com/brasil/fotos/indios-voltam-ao-congresso-para-participar-de-audiencia-publica-no-senado-18042013">&Iacute;ndios voltam ao Congresso para participar de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Senado</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://noticias.r7.com/brasil">Leia mais not&iacute;cias de Brasil</a></strong></p>
<p>Segundo dados do Censo de 2010 divulgados este m&ecirc;s pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), apenas 37,4% dos 896.917 brasileiros que se declararam como &iacute;ndios falam a l&iacute;ngua de sua etnia e somente 17,5% desconhecem o portugu&ecirc;s.</p>
<p>O censo tamb&eacute;m revelou que 42,3% dos &iacute;ndios brasileiros j&aacute; n&atilde;o vivem em suas reservas e que 36% se estabeleceram em cidades. Dos que n&atilde;o est&atilde;o nas reservas, apenas 12,7% falam sua l&iacute;ngua.</p>
<p>Ana esclareceu que o invent&aacute;rio do Museu Goeldi considera como amea&ccedil;adas as l&iacute;nguas que t&ecirc;m menos de cem falantes, mas que o n&uacute;mero seria muito superior se fossem adotados os crit&eacute;rios internacionais, que definem como em perigo &agrave;s que t&ecirc;m menos de mil praticantes.</p>
<p>De acordo com o relat&oacute;rio do Museu Goeldi, mais da metade das l&iacute;nguas ind&iacute;genas do Brasil tem menos de mil falantes.</p>
<p>&mdash; A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; cr&iacute;tica para a maioria. Algumas t&ecirc;m menos de dez pessoas que ainda falam sua l&iacute;ngua.</p>
<p>O censo de 2010 contabilizou 305 etnias ind&iacute;genas no Brasil que falavam 274 l&iacute;nguas. O governo reconhece que esses n&uacute;meros superam os calculados pela Funai (Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio), o que atribui a subdivis&otilde;es que os pr&oacute;prios ind&iacute;genas desconhecem.</p>
<p>O relat&oacute;rio do Museu Goeldi &eacute; ainda mais rigoroso e limita a 154 o n&uacute;mero de l&iacute;nguas, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s 180 com que a Funai trabalha.</p>
<p>O estudo cita como exemplo o caso dos gavi&otilde;es, uma etnia no estado de Rond&ocirc;nia a qual eram atribu&iacute;das cinco l&iacute;nguas, mas que, ap&oacute;s as an&aacute;lises lingu&iacute;sticas, se descobriu que pratica cinco dialetos derivados da mesma l&iacute;ngua.</p>
<p>O relat&oacute;rio inclui at&eacute; a l&iacute;ngua dos xipaias, uma etnia assentada no estado do Par&aacute; e da qual s&oacute; restam dois idosos que falam a l&iacute;ngua nativa.</p>
<p>A linguista do Museu Goeldi alerta que a principal amea&ccedil;a das l&iacute;nguas n&atilde;o &eacute; o reduzido n&uacute;mero de pessoas que a falam, mas a falta de uso, j&aacute; que os idosos que a conhecem, sem ter com quem pratic&aacute;-la, come&ccedil;am a esquecer o vocabul&aacute;rio e a gram&aacute;tica.</p>
<p>O caso dos Xipaia &eacute; novamente exemplar j&aacute; que a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; numerosa, mas as novas gera&ccedil;&otilde;es foram alfabetizadas em portugu&ecirc;s e os dois idosos que falam a l&iacute;ngua n&atilde;o vivem perto.</p>
<p>Segundo o Museu Goeldi, com a morte das l&iacute;nguas tamb&eacute;m se perdem conhecimentos culturais, econ&ocirc;micos e at&eacute; medicinais, que j&aacute; n&atilde;o podem ser transmitidos pelos idosos por n&atilde;o terem como se comunicar com os mais jovens.</p>
<p>&mdash; Por isso &eacute; importante documentar e ter registros em &aacute;udio e v&iacute;deo dessas l&iacute;nguas.</p>
<p>A antrop&oacute;loga citou o caso dos purubor&aacute;s, uma etnia tamb&eacute;m em Rond&ocirc;nia com 800 integrantes, dos quais apenas quatro falam sua l&iacute;ngua, que foram beneficiados com um projeto de preserva&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua.</p>
<p>Al&eacute;m de registrar em grava&ccedil;&otilde;es as conversas dos quatro anci&atilde;os, os antrop&oacute;logos elaboraram um vocabul&aacute;rio b&aacute;sico e montaram uma escola da l&iacute;ngua em uma aldeia dos purubor&aacute;s.</p>]]></description></item><item><title>Notícias - É preciso fortalecer a Funai, defende ex-presidente da instituição</title><pubDate>2013-04-2920:35:56</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2180</link><description><![CDATA[<p>A Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai) precisa ser fortalecida e passar por  reformula&ccedil;&otilde;es que garantam melhor apoio ao &iacute;ndio brasileiro. A opini&atilde;o &eacute; do  antrop&oacute;logo M&eacute;rcio Gomes, que presidiu a institui&ccedil;&atilde;o por tr&ecirc;s anos e sete meses  no primeiro governo de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. Ele argumenta que a pol&iacute;tica  indigenista atual enfraqueceu a Funai ao delegar poder a outras institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o  governamentais, gerando inclusive o fechamento de postos em regi&otilde;es importantes  do pa&iacute;s.</p>
<p>&ldquo;A principal quest&atilde;o hoje &eacute; o fortalecimento da Funai. H&aacute; um sentimento de  que ela deve deixar de prestar assist&ecirc;ncia aos &iacute;ndios e de intermediar as  rela&ccedil;&otilde;es deles com a sociedade nacional. As coordena&ccedil;&otilde;es regionais, acabaram com  os postos ind&iacute;genas. N&atilde;o tem mais posto nas aldeias. Se o &iacute;ndio precisar de  alguma coisa, tem que ir para a cidade. Com isso, as terras ind&iacute;genas ficam mais  vulner&aacute;veis. Isso [foi feito] na suposi&ccedil;&atilde;o que os &iacute;ndios v&atilde;o ganhar uma  autonomia de imediato. Querem retirar a capacidade do &oacute;rg&atilde;o de assistir, de  cuidar, de ter uma rela&ccedil;&atilde;o, de saber da sa&uacute;de, de estar l&aacute; presente&rdquo;, disse  M&eacute;rcio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para ele, a quest&atilde;o n&atilde;o se resume a simplesmente dar mais autonomia &agrave; Funai.  &ldquo;Sou da opini&atilde;o de que o &iacute;ndio s&oacute; sobreviveu no Brasil porque foi protegido pelo  governo federal. A federaliza&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o ind&iacute;gena &eacute; muito importante para a  educa&ccedil;&atilde;o, para a sa&uacute;de, para a assist&ecirc;ncia geral, para promover um  desenvolvimento econ&ocirc;mico interno. A Funai deveria voltar a ter as mesmas  condi&ccedil;&otilde;es que tinha antes, de coordenar a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o, a assist&ecirc;ncia  jur&iacute;dica e a assist&ecirc;ncia econ&ocirc;mica&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O antrop&oacute;logo chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o fechamento de postos avan&ccedil;ados,  inclusive em regi&otilde;es onde hoje existem conflitos motivados pela constru&ccedil;&atilde;o de  grandes hidrel&eacute;tricas. &ldquo;Usaram a ret&oacute;rica de que cuidar dos &iacute;ndios pelo posto  ind&iacute;gena &eacute; paternalista. Foi uma pervers&atilde;o o que ocorreu. Porque em nome de uma  ideologia de autonomia, deixam os &iacute;ndios &agrave; pr&oacute;pria sorte. A Funai est&aacute; mais  enfraquecida. Extinguiram a administra&ccedil;&atilde;o regional de Altamira. Ao extinguir,  ficaram os &iacute;ndios soltos, negociando com todo mundo. Extinguiram a do Oiapoque,  que &eacute; junto &agrave; fronteira com a Guiana Francesa. Acabaram com a de Pernambuco, que  reunia 45 mil &iacute;ndios. Acabaram com a administra&ccedil;&atilde;o de Porto Velho, onde h&aacute; duas  hidrel&eacute;tricas&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>M&eacute;rcio disse que o enfraquecimento da Funai acaba deixando os &iacute;ndios nas m&atilde;os  de fazendeiros e pol&iacute;ticos locais. &ldquo;&Eacute; um misto de burrice com pervers&atilde;o. N&atilde;o  sabem o que est&atilde;o fazendo, mas ao mesmo tempo tem a pervers&atilde;o de diminuir a  for&ccedil;a da Funai, que vem de muitos anos, de acreditar que o Estado &eacute; autorit&aacute;rio,  mand&atilde;o e opressor. Enquanto eles seriam a alegria dos &iacute;ndios. Eles diminu&iacute;ram o  Estado e agora os &iacute;ndios ficam assistidos pelos fazendeiros, os vereadores, os  prefeitos. Est&atilde;o na m&atilde;o da raposa. Por isso os fazendeiros est&atilde;o t&atilde;o afoitos em  propostas de lei que visam tirar do Poder Executivo a capacidade de demarcar  terras e botar isso para o Congresso&rdquo;.</p>
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<p>A refer&ecirc;ncia &eacute; &agrave; poss&iacute;vel aprova&ccedil;&atilde;o da Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC  215/2000), que inclui nas compet&ecirc;ncias exclusivas do Congresso Nacional a  aprova&ccedil;&atilde;o de demarca&ccedil;&atilde;o das terras tradicionalmente ocupadas pelos &iacute;ndios, a  cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e a ratifica&ccedil;&atilde;o das demarca&ccedil;&otilde;es de  terras ind&iacute;genas j&aacute; homologadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o antrop&oacute;logo, &eacute; preciso fazer modifica&ccedil;&otilde;es que fortale&ccedil;am a presen&ccedil;a  dos &iacute;ndios na Funai. &ldquo;O momento &eacute; de reformular a Funai. Recriar posto ind&iacute;gena,  fazer novas contrata&ccedil;&otilde;es, inclusive absorvendo os &iacute;ndios como funcion&aacute;rios.  Esses concursos s&atilde;o dific&iacute;limos, s&oacute; quem passa s&atilde;o os bonitinhos da cidade, que  tiveram uma boa educa&ccedil;&atilde;o. A&iacute; n&atilde;o d&aacute; chance para o &iacute;ndio, que podia muito bem ser  chefe de posto, por exemplo. Nenhum &iacute;ndio passou nos dois concursos que a Funai  fez.&rdquo;</p>]]></description></item><item><title>Destaques - Política indígena brasileira vive momento perigoso, diz antropóloga da UFRJ</title><pubDate>2013-04-2920:35:07</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2179</link><description><![CDATA[<p>O movimento ind&iacute;gena brasileiro vive um momento delicado, ante as press&otilde;es de  setores econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos que cobi&ccedil;am as terras e aldeias ind&iacute;genas para a  explora&ccedil;&atilde;o de madeira, agricultura ou recursos naturais e minerais. A avalia&ccedil;&atilde;o  &eacute; da antrop&oacute;loga Elsja Lagrou, professora da Universidade Federal do Rio de  Janeiro (UFRJ), que adverte para uma perda de direitos hist&oacute;ricos, duramente  conquistados pelos &iacute;ndios nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</p>
<p>Segundo ela, um exemplo disso &eacute; a poss&iacute;vel aprova&ccedil;&atilde;o da Proposta de Emenda &agrave;  Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC 215/2000), que inclui nas compet&ecirc;ncias exclusivas do Congresso  Nacional a aprova&ccedil;&atilde;o de demarca&ccedil;&atilde;o das terras tradicionalmente ocupadas pelos  &iacute;ndios, a cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e a ratifica&ccedil;&atilde;o das  demarca&ccedil;&otilde;es j&aacute; homologadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Estamos vivendo um momento perigoso, com o ressurgimento de uma ideologia  desenvolvimentista que n&atilde;o sabe avaliar os riscos que os rec&eacute;m-conquistados  direitos dos &iacute;ndios est&atilde;o correndo hoje em dia. Isso acontece quando se come&ccedil;a a  recolocar em quest&atilde;o os direitos ao territ&oacute;rio e os direitos &agrave; continua&ccedil;&atilde;o a um  estilo de vida. Essa euforia desenvolvimentista est&aacute; colocando em risco muitas  conquistas ind&iacute;genas, que s&oacute; v&atilde;o poder se consolidar se os &iacute;ndios ganharem cada  vez mais espa&ccedil;o para se fazer ouvir, nas universidades e nas grandes  metr&oacute;poles&rdquo;, disse Elsja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Al&eacute;m das press&otilde;es sobre as terras ind&iacute;genas no interior do pa&iacute;s, um exemplo  de perda recente, segundo ela, foi a experi&ecirc;ncia da desocupa&ccedil;&atilde;o do antigo Museu  do &Iacute;ndio, no Rio de Janeiro, quando &iacute;ndios e integrantes da sociedade civil  foram retirados com viol&ecirc;ncia policial do im&oacute;vel, no dia 22 de mar&ccedil;o. O local  onde nasceu o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o ao &Iacute;ndio, no s&eacute;culo passado, vai ser  transformado em um museu ol&iacute;mpico, por determina&ccedil;&atilde;o do governo do estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Foi um momento que colocou em relevo uma quest&atilde;o que n&atilde;o se reduz &agrave; dimens&atilde;o  ind&iacute;gena. Qual o pre&ccedil;o que a cidade vai pagar para receber grandes eventos?  Nacionalmente e internacionalmente houve muita divulga&ccedil;&atilde;o desse embate e a  visibilidade da presen&ccedil;a ind&iacute;gena na cidade &eacute; muito importante. A quest&atilde;o  precisa voltar a receber a aten&ccedil;&atilde;o de uma d&eacute;cada atr&aacute;s, quando havia uma atitude  muito mais aberta para as sociedades ind&iacute;genas&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A antrop&oacute;loga defende a cria&ccedil;&atilde;o de um centro de refer&ecirc;ncia ind&iacute;gena que  garanta apoio aos &iacute;ndios em tr&acirc;nsito na cidade, principalmente estudantes, como  era a ideia dos manifestantes que ocuparam o antigo Museu do &Iacute;ndio. &ldquo;&Eacute; crucial  ter esse centro, onde possa existir uma troca &agrave; altura da riqueza dos  conhecimentos ind&iacute;genas, al&eacute;m de garantir a possibilidade de um pouso [para os  viajantes de outras aldeias]. O aumento do n&uacute;mero de estudantes ind&iacute;genas vai  fazer com que essa necessidade seja mais sentida. Alguns centros de estudos  est&atilde;o sendo criados, mas precisam de apoio pol&iacute;tico para se desenvolver&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A professora contesta a o conceito daqueles que n&atilde;o reconhecem o &iacute;ndio  urbano, pelo fato de n&atilde;o usar indument&aacute;ria t&iacute;pica ou de utilizar vestimentas  t&iacute;picas das cidades e equipamentos tecnol&oacute;gicos como computadores e telefones  celulares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;O que &eacute; respons&aacute;vel pelo pertencimento a uma identidade, a uma etnia, &eacute; a  consci&ecirc;ncia e a autoatribui&ccedil;&atilde;o de um pertencimento a um grupo &eacute;tnico e o  reconhecimento pelos outros que essa pessoa pertence a esse grupo. O lugar n&atilde;o  determina de jeito nenhum a consci&ecirc;ncia de pertencimento e as roupas, muito  menos ainda&rdquo;.<br />
Para ela, a no&ccedil;&atilde;o de que o &iacute;ndio verdadeiro &eacute; s&oacute; o que vive na  floresta reflete uma vis&atilde;o extremamente preconceituosa. &ldquo;Existe [este  preconceito] e tem sido usado politicamente para diminuir os direitos ind&iacute;genas.  Existe historicamente muito mais pessoas com heran&ccedil;a ind&iacute;gena do que tem sido  reconhecido. Esse argumento de que s&oacute; &eacute; &iacute;ndio quem vive na floresta e que s&oacute; &eacute;  &iacute;ndio quem anda nu &eacute; hiperpreconceituoso e discriminador, para poder diminuir a  chance dos ind&iacute;genas exigirem o respeito aos seus direitos. &Eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o  limitadora do que &eacute; identidade ind&iacute;gena, por parte de pessoas que competem com  os &iacute;ndios pela terra&rdquo;.</p>]]></description></item><item><title>Notícias - Diretor da Funai diz que objetivo das mudanças no órgão é dar mais autonomia aos índios</title><pubDate>2013-04-2920:33:59</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2178</link><description><![CDATA[<p>As mudan&ccedil;as por que vem passando a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio (Funai) h&aacute; pelo  menos cinco anos visam a dar mais agilidade ao &oacute;rg&atilde;o e autonomia aos &iacute;ndios.  Embora criticadas por alguns setores, as reformula&ccedil;&otilde;es na estrutura  administrativa &ndash; previstas no Decreto n&ordm; 7.056, de 2009 - representam um novo  conceito de atendimento aos povos ind&iacute;genas. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; do diretor de  Prote&ccedil;&atilde;o Territorial da Funai, Alu&iacute;sio Azanha.</p>
<p>&ldquo;De 2003 para c&aacute;, h&aacute; um processo hist&oacute;rico de atualiza&ccedil;&atilde;o e de recoloca&ccedil;&atilde;o do  &oacute;rg&atilde;o indigenista a partir da realidade contempor&acirc;nea dos povos ind&iacute;genas e da  sociedade nacional. As reformula&ccedil;&otilde;es administrativas ou mesmo as reformula&ccedil;&otilde;es  conceituais de atua&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o s&atilde;o um processo hist&oacute;rico, de uns anos para c&aacute;,  de atualiza&ccedil;&atilde;o diante das comunidades ind&iacute;genas&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Azanha, a nova vis&atilde;o da Funai rompe com d&eacute;cadas de uma filosofia  assistencialista do &oacute;rg&atilde;o, e isso acaba provocando resist&ecirc;ncia em determinados  setores. Para concretizar essas a&ccedil;&otilde;es, foram necess&aacute;rias modifica&ccedil;&otilde;es na  estrutura administrativa. &ldquo;Sa&iacute;mos de uma pol&iacute;tica assistencialista, com  vest&iacute;gios da tutela, que de fato norteou a atua&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro e  particularmente da Funai com os povos ind&iacute;genas. S&atilde;o quest&otilde;es administrativas  que se confundem com quest&otilde;es conceituais&quot;, explicou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Azanha disse que a dire&ccedil;&atilde;o da Funai trabalha com o conceito de prote&ccedil;&atilde;o e  promo&ccedil;&atilde;o de direitos e n&atilde;o o de tutela de direito. Segundo ele, n&atilde;o se trata  apenas de uma op&ccedil;&atilde;o, mas de seguir o que determina a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e o  novo C&oacute;digo Civil, que acabaram com a tutela jur&iacute;dica. &quot;E n&oacute;s estamos  trabalhando para implementar isso. O que n&atilde;o significa aus&ecirc;ncia, esvaziamento ou  omiss&atilde;o do Estado brasileiro ou da Funai&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre as reformula&ccedil;&otilde;es administrativas, Azanha sustenta que foram necess&aacute;rias  para garantir mais efici&ecirc;ncia ao &oacute;rg&atilde;o, pois algumas representa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tinham  capacidade de gerir com efici&ecirc;ncia processos legais obrigat&oacute;rios, como uma  simples licita&ccedil;&atilde;o, por falta de pessoal. &ldquo;Houve enxugamento, por orienta&ccedil;&atilde;o do  TCU [Tribunal de Contas da Uni&atilde;o], das unidades gestoras&quot;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Azanha, a Funai tinha muitas unidades sem capacidade de  execu&ccedil;&atilde;o administrativa e financeira. Ele disse que havia n&uacute;cleos com apenas  dois funcion&aacute;rios, um &iacute;ndio e outro n&atilde;o. &quot;Qual era a capacidade de execu&ccedil;&atilde;o, de  fazer um processo de licita&ccedil;&atilde;o? Essas unidades gestoras serviam, sim, a fins  clientelistas e assistencialistas. Era onde o recurso batia, caia de forma n&atilde;o  planejada, sem controle social e sem qualquer resultado em m&eacute;dio prazo&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor da Funai disse tamb&eacute;m que uma das diretrizes atuais &eacute; compartilhar  o atendimento aos &iacute;ndios com os demais &oacute;rg&atilde;os e minist&eacute;rios, distribuindo  responsabilidades conforme as compet&ecirc;ncias de cada um.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Azanha, a a&ccedil;&atilde;o emergencial que sempre pautou o Estado brasileiro e a  Funai, no que diz respeito aos &iacute;ndios, tem como reflexo o assistencialismo e a  inefici&ecirc;ncia a m&eacute;dio e longo prazos. Para ele, a fun&ccedil;&atilde;o da Funai &eacute; coordenar uma  pol&iacute;tica indigenista, da qual n&atilde;o tem mais o monop&oacute;lio. Ele lembrou que a  atua&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o foi disseminada para outros minist&eacute;rios, como os da Sa&uacute;de, do  Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social, da Educa&ccedil;&atilde;o e das Cidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Azanha reconhece que toda mudan&ccedil;a &eacute; dif&iacute;cil de ser compreendida no in&iacute;cio,  principalmente durante o per&iacute;odo de implanta&ccedil;&atilde;o de novos conceitos em  substitui&ccedil;&atilde;o ao que era tradi&ccedil;&atilde;o no &oacute;rg&atilde;o, desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;O tempo &eacute; de transi&ccedil;&atilde;o, de confus&atilde;o de conceitos e de pap&eacute;is. Essa transi&ccedil;&atilde;o  acaba [dificultando a] implementa&ccedil;&atilde;o de alguns instrumentos, que exigem mudan&ccedil;as  na cultura institucional do &oacute;rg&atilde;o, na implementa&ccedil;&atilde;o das estruturas  administrativas nas regi&otilde;es onde de fato se desenvolvem e executam as pol&iacute;ticas  indigenistas&rdquo;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor da Funai rebateu as cr&iacute;ticas e acusa&ccedil;&otilde;es de que a funda&ccedil;&atilde;o  abandonou os &iacute;ndios &agrave; pr&oacute;pria sorte, deixando-os nas m&atilde;os de fazendeiros,  prefeitos e pol&iacute;ticos locais. &ldquo;Discordo totalmente. &Eacute; o contr&aacute;rio. A recoloca&ccedil;&atilde;o  do papel da Funai visa a fortalecer a funda&ccedil;&atilde;o enquanto &oacute;rg&atilde;o de Estado para  exatamente garantir aqueles direitos que est&atilde;o colocados no ordenamento  jur&iacute;dico&quot;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Azanha, a Funai n&atilde;o tem o monop&oacute;lio e por isso n&atilde;o tem problema algum  de fazer parcerias com organiza&ccedil;&otilde;es governamentais ou com outros minist&eacute;rios. &quot;A  efici&ecirc;ncia de nossa a&ccedil;&atilde;o depende cada vez mais de uma participa&ccedil;&atilde;o ativa das  comunidades ind&iacute;genas, que n&atilde;o podem ser vistas como objeto da nossa pol&iacute;tica,  mas sim como sujeito dela&rdquo;.</p>]]></description></item><item><title>Destaques - MPF, representantes de entidades e instituições públicas formaram grupo de apoio aos indígenas</title><pubDate>2013-04-2121:42:08</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2176</link><description><![CDATA[<p><font size="3">Representantes de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e entidades da sociedade civil atenderam ao chamado do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) em Rond&ocirc;nia e criaram o Grupo Clamor (Cinta Larga: Amigos em Movimento pelo Resgate). Os participantes do grupo ter&atilde;o como objetivo buscar e propor solu&ccedil;&otilde;es, em conjunto com os ind&iacute;genas, para a situa&ccedil;&atilde;o daquele povo.<br />
<br />
O Grupo Clamor foi formado a partir da inscri&ccedil;&atilde;o de interessados durante a reuni&atilde;o p&uacute;blica sobre o povo Cinta Larga, realizada na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, 16 de abril. &ldquo;N&atilde;o vamos restringir o grupo. Quem quiser participar ainda pode se inscrever pelo e-mail contato@prro.mpf.gov.br&rdquo;, afirmou o procurador da Rep&uacute;blica Reginaldo Trindade. J&aacute; se inscreveram para participar do grupo 23 pessoas, representando institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, ONGs, universidades, entre outros.<br />
<br />
Durante a reuni&atilde;o p&uacute;blica, os participantes puderam iniciar o conhecimento sobre aquela popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena e a situa&ccedil;&atilde;o em que est&atilde;o devido ao garimpo ilegal de diamantes em suas terras; sendo que a triste situa&ccedil;&atilde;o em que se encontram est&aacute; diretamente ligada &agrave; omiss&atilde;o do governo federal. &ldquo;O descaso do governo federal com esse povo pode causar o exterm&iacute;nio desses &iacute;ndios&rdquo;, enfatizou Trindade. Um dossi&ecirc; Cinta Larga foi entregue aos participantes e logo ser&aacute; disponibilizado em p&aacute;gina a ser criada na Internet. Confira </font><a href="http://www.prro.mpf.gov.br/downloads/institucional/indigena/Defesa_Povo_Cinta_Larga_Reginaldo_Trindade.pdf"><font color="#0000ff"><u><b>aqui</b></u></font></a><font size="3"> trecho do discurso proferido pelo procurador da Rep&uacute;blica Reginaldo Trindade.<br />
<br />
<b>Depoimentos</b><br />
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O cacique Naco&ccedil;a Pio Cinta Larga relatou, durante a reuni&atilde;o p&uacute;blica, uma parte da hist&oacute;ria de seu povo. Ele contou como sobreviveu ap&oacute;s o Massacre do Paralelo 11, nome dado ao epis&oacute;dio que causou destrui&ccedil;&atilde;o de aldeias cintas largas na d&eacute;cada de 1960, matando cerca de tr&ecirc;s mil e quinhentos &iacute;ndios e pelo qual o Brasil foi, pela primeira vez, denunciado internacionalmente por genoc&iacute;dio. &ldquo;Da nossa aldeia escaparam s&oacute; quatro meninos. Ficamos durante muito tempo perdidos na floresta at&eacute; acharmos os (&iacute;ndios) mais velhos&rdquo;, contou. Seu relato pode ser visto pela Internet no endere&ccedil;o </font><a href="http://goo.gl/x0dkz"><font color="#636366">http://goo.gl/x0dkz</font></a><font size="3">, no canal do MPF/RO no Youtube.<br />
<br />
Marcelo Cinta Larga falou sobre o preconceito que seu povo sofre. &ldquo;N&oacute;s recebemos o preconceito de que o povo Cinta Larga n&atilde;o precisa de um projeto, n&atilde;o precisa de apoio, porque existe diamante em seu territ&oacute;rio, que dormimos em ber&ccedil;o de ouro. Por isto o governo e as ONGs deixam de nos apoiar. Isto &eacute; muito triste. Algumas m&iacute;dias dizem que povo Cinta Larga n&atilde;o presta, que &eacute; assassino, que rouba. Isto n&atilde;o &eacute; verdade. O povo Cinta Larga n&atilde;o entende muito ainda (a cultura do n&atilde;o-&iacute;ndio) e precisa de capacita&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou. Seu relato tamb&eacute;m est&aacute; dispon&iacute;vel na Internet, pelo endere&ccedil;o </font><a href="http://goo.gl/kHuq6"><font color="#636366">http://goo.gl/kHuq6</font></a><font size="3">.</font></p>]]></description></item><item><title>Destaques - Apresentação Teatro de Bonecos - Multiplicadores do Projeto Gestão Ambiental Participativa</title><pubDate>2013-04-2214:06:45</pubDate><category>Destaques</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=18&amp;p=2174</link><description><![CDATA[<p>Alegria, informa&ccedil;&atilde;o e muita divers&atilde;o, s&atilde;o palavras que expressam sentimentos vividos nas apresenta&ccedil;&otilde;es de teatro de bonecos realizadas pelos multiplicadores ambiental do <b><i>Projeto Gest&atilde;o Ambiental Participativa Comunit&aacute;ria</i></b>, para os alunos do Anexo I da Escola Municipal Flamboyant. Os bonecos foram produzidos pelos pr&oacute;prios alunos a partir dos conhecimentos adquiridos em uma oficina. A mat&eacute;ria prima utilizada na confec&ccedil;&atilde;o dos bonecos&nbsp;s&atilde;o materiais que tinham sido descartados pela comunidade como, por exemplo,&nbsp;garrafa pet.</p>
<p><span style="text-indent: 36pt;">O projeto da Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa Etnoambiental&nbsp;Kanind&eacute;, tem o apoio da Secret&aacute;ria Municipal de Meio Ambiente &ndash; SEMA. A proposta &eacute; ser um instrumento de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, no loteamento Jardim Flamboyant, na Zona Leste de Porto Velho-RO. Neste sentido entendemos que a Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental n&atilde;o seja apenas o que se ministra em sala de aula, mas tudo o que se pratica na comunidade envolvendo toda a popula&ccedil;&atilde;o. Temas como o lixo e a polui&ccedil;&atilde;o dos rios e dos mares foram repassados para os alunos, que durante todas as apresenta&ccedil;&otilde;es interagiram com os multiplicadores.</span></p>
<div style="text-align: justify; text-indent: 36pt; text-justify: inter-ideograph;">
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<p>&nbsp;==============&gt;&gt;&gt;&gt;&gt; <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.450658551689469.1073741825.364890706932921&amp;type=1">VEJA AS FOTOS</a></p>
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</p>]]></description></item><item><title>Notícias - III chamada pública simplificada Kaninde </title><pubDate>2013-04-1810:25:21</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2135</link><description><![CDATA[<p>Associa&ccedil;&atilde;o Defesa Etnoambiental Kanind&eacute;, entidade privada sem fins lucrativos, que desenvolve servi&ccedil;os de consultorias e pesquisa em meio ambiente, indigenismo, fornece apoio organizacional e institucional as associa&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, e atua na formula&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, CONVIDA os interessados a apresentarem propostas nos termos aqui estabelecidos, para sele&ccedil;&atilde;o de candidatos e candidatas a oficineiros em multim&iacute;dia em gr&aacute;fico . Estes desempenhar&atilde;o as respectivas fun&ccedil;&otilde;es na operacionaliza&ccedil;&atilde;o do projeto de Cultura Hurukun&ecirc;-wao no munic&iacute;pio de Guajar&aacute;-Mirim-RO.</p>
<p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;">Baixe o edital&nbsp; <strong><a href="http://www.kaninde.org.br/upload/2013/04/iii_chamada_produaao_grafica_1366379914.pdf">III CHAMADA P&Uacute;BLICA</a> SIMPLIFICADA KANINDE (MINC/SECEL) 181 PGE 2009/SELE&Ccedil;&Atilde;O DE CANDIDATOS A MINISTRAR OFICINA DE PRODU&Ccedil;&Atilde;O GR&Aacute;FICA DO PROJETO PONTO DE CULTURA HURUKUN&Ecirc;-WAO.<br />
</strong></p>]]></description></item><item><title>Notícias - MPF RO atua em 16 inquéritos civis públicos sobre terras indígenas</title><pubDate>2013-04-1820:24:06</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2132</link><description><![CDATA[<p>Rond&ocirc;nia: Na semana em que se celebra o Dia do &Iacute;ndio, 19 de abril, o Minist&eacute;rio  P&uacute;blico Federal (MPF) se mobiliza em todo o pa&iacute;s sobre o tema terras ind&iacute;genas.  Em Rond&ocirc;nia, o MPF possui 16 inqu&eacute;ritos civis p&uacute;blicos (investiga&ccedil;&otilde;es) sobre  quest&otilde;es relativas a &aacute;reas pleiteadas pelos ind&iacute;genas e ainda n&atilde;o demarcadas,  pretens&otilde;es de revis&otilde;es territoriais e invas&otilde;es em territ&oacute;rios tradicionalmente  ocupados.</p>
<p style="text-align: justify;">Cinco inqu&eacute;ritos civis p&uacute;blicos tratam de pedidos  de demarca&ccedil;&atilde;o de terras feitos pelas etnias Wajuru, Aikan&atilde;, Djeoromitxi  (Jabuti), Cujubim, Purubor&aacute; e Migueleno. As an&aacute;lises, os estudos, a constitui&ccedil;&atilde;o  de grupos de trabalho, as visitas t&eacute;cnicas &agrave;s etnias e outras etapas do  procedimento de reconhecimento das terras ind&iacute;genas feito pela Funai est&atilde;o sendo  acompanhadas pelo MPF.</p>
<p style="text-align: justify;"><font size="3">Um outro inqu&eacute;rito civil p&uacute;blico trata do direito de uso, pelos &iacute;ndios Cassup&aacute;-Salam&atilde;i, de &aacute;rea na BR-364, ao lado do Minist&eacute;rio da Agricultura. Os ind&iacute;genas habitam o local, pr&oacute;ximo ao centro de Porto Velho, desde que foram expulsos de suas terras. Em dezembro de 2012, ap&oacute;s anos de negocia&ccedil;&otilde;es entre ind&iacute;genas, MPF, Emater e Superintend&ecirc;ncia do Patrim&ocirc;nio P&uacute;blico da Uni&atilde;o, finalmente, o povo Cassup&aacute;-Salam&atilde;i obteve a cess&atilde;o provis&oacute;ria de uso da &aacute;rea urbana da Uni&atilde;o em que residem h&aacute; d&eacute;cadas.<br />
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Esse grupo &eacute;tnico possui uma hist&oacute;ria dif&iacute;cil, pois foram retirados de seu territ&oacute;rio tradicional e passaram a prestar servi&ccedil;os ao Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o aos &Iacute;ndios (SPI) que, na &eacute;poca, possu&iacute;a sede na BR-364. Com a extin&ccedil;&atilde;o do SPI, permaneceram no local de forma juridicamente prec&aacute;ria. Com a cess&atilde;o da &aacute;rea - embora permane&ccedil;a privado de seu territ&oacute;rio tradicional, ainda n&atilde;o demarcado pelo Estado brasileiro -, o povo Cassup&aacute;-Salam&atilde;i teve  regularizada uma parte de sua hist&oacute;ria.<br />
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O MPF tamb&eacute;m acompanha cinco pedidos de revis&atilde;o de demarca&ccedil;&atilde;o feitos pelos povos ind&iacute;genas Karitiana, Kaxarari, Kwaz&aacute;, Gavi&atilde;o e das etnias da terra ind&iacute;gena Tubar&atilde;o Latund&ecirc;. A reivindica&ccedil;&atilde;o destes ind&iacute;genas &eacute; de que territ&oacute;rios tradicionais de seus povos foram deixados de fora dos limites da demarca&ccedil;&atilde;o, necessitando que haja revis&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o das terras para sua reprodu&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e cultural.<br />
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A falta de identifica&ccedil;&atilde;o de suas &aacute;reas tamb&eacute;m &eacute; um problema para os &iacute;ndios, uma vez que influencia a invas&atilde;o por n&atilde;o ind&iacute;genas. Para melhor prote&ccedil;&atilde;o de seus territ&oacute;rios, os ind&iacute;genas pedem que a Funai coloque placas informativas e fa&ccedil;a outros procedimentos de identifica&ccedil;&atilde;o dos limites das demarca&ccedil;&otilde;es. Quatro inqu&eacute;ritos civis p&uacute;blicos tratam deste assunto e s&atilde;o relativos &agrave;s terras ind&iacute;genas Tubar&atilde;o Latund&ecirc; (povos Aikan&atilde;, Cano&eacute;, Salam&atilde;i, Latund&ecirc; e Saban&ecirc;), Sete de Setembro, Cinta Larga e Rio Negro Ocaia.</font><br />
&nbsp;</p>]]></description></item><item><title>Notícias - AVISO DE PAUTA - Projeto de Gestão Participativa Comunitária</title><pubDate>2013-04-1723:18:51</pubDate><category>Notícias</category><link>http://www.kaninde.org.br/?pag_id=19&amp;p=2130</link><description><![CDATA[<p>&nbsp;Amanh&atilde; dia 18/04 estar&atilde;o sendo realizadas apresenta&ccedil;&otilde;es de teatro de fantochescom materiais reciclados.</p>
<p>Local: Anexo da Esc. Municipal Flamboyam, (creche). Ser&atilde;o feitas duas apresenta&ccedil;&otilde;es. A primeira as 9:00hs e a segunda as 15:00hs.</p>
<p>CONTATO:</p>
<p>Eurides Ara&uacute;jo Oliveira Coordena&ccedil;&atilde;o do Programa de Est&aacute;gio Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa Etnoambiental- Kanind&eacute;</p>
<p>Telefone:(69)3229-2826/81122155</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description></item>    </channel>
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