Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Educação é prioridade para geração Y

“Solidariedade e preservação da natureza são os princípios que dirigem a vida do meu povo e dentro da nossa aldeia isso é praticado por todos”. Essa declaração é da índia Walelasoetxeige Bandeira Surui, 17 anos, que ingressa na Universidade Federal de Rondônia para cursar Direito, este semestre. A índia Walela pertence à tribo dos Suruí que atualmente é constituída por 1,4 mil pessoas que se autodenominam de Paiter, cuja tradução é Gente de Verdade.
A índia Walela disse que pretende ser advogada para contribuir profissionalmente com os projetos sociais do povo indígena. Para ela, “o estudo é muito importante; precisamos estudar não só pensando em bens materiais, mas na realização dos sonhos; quero ajudar meu povo a conhecer mais seus direitos e seus deveres. Não é fácil ser índia; ainda há muita discriminação. Como índios, precisamos conhecer mais para poder conviver em condição de igualdade. O conhecimento é algo para toda a vida, ninguém tira da gente”, afirma. Segundo a futura advogada que – apesar da pouca idade, está integrada às atividades desenvolvidas em sua aldeia – no início de setembro será lançado um livro intitulado de Códigos e Normas Paiter Suruí, patenteado como sendo o primeiro código, no mundo, que contém as diretrizes e os princípios de uma nação indígena.
NOVA GERAÇÃO DE ÍNDIOS
Para Diogo Cinta-Larga (23 anos) – acadêmico do curso de Ciências Biológicas em uma faculdade local -, os índios brasileiros conseguiram conquistar alguns espaços na sociedade, porque decidiram buscar o conhecimento científico. Atualmente, “muitos índios, como eu e a Walelasoetxeige, querem ter uma profissão. Quero me formar e ser bem-sucedido; desejo ajudar o meu povo na preservação da nossa cultura. Nós precisamos conquistar muitas coisas. O Cinta-Larga é um povo pequeno – em torno de 1,6 mil índios; morreu muita gente com os conflitos e também por causa das doenças; lá na aldeia precisamos de assistência médica, principalmente para as crianças e os idosos que sofrem de diabete e pressão alta; a educação também é precária”, relata.
Diogo Cinta-Larga e Walelasoetxeige Paiter Suruí representam uma nova geração de índios que desejam realização profissional. Mas, além disso, “queremos que as pessoas aqui – do nosso Estado, de nossa cidade – olhem para o índio e veja nele – em nós – o que somos. Somos apenas seres humanos”, conclui Walela.
DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Hoje, 9 de agosto, comemora-se o Dia Internacional dos Povos Indígenas e a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1995, através de decreto. Para muitos estudiosos da cultura aborígene – no Brasil e no mundo – este fato representa mais que uma data comemorativa. É uma celebração e o reconhecimento dos direitos de povos que sofreram abusos e perseguição ao longo da história da humanidade.
Nesta data, portanto, vale ressaltar que o estado de Rondônia possui uma das mais significativas populações aborígenes do País. São cerca de 11 mil pessoas, distribuídas em 23 terras demarcadas, que representam um total de 20,82% do território rondoniense (GTA/2008), abrigando etnias como os Arara, Gavião, Cinta-Larga, Karitiana, Tupari, Sabanê, Aikanã, Macurap, Kaxarari, entre outros. Além dos grupos urbanos: Cassupá, Puruborá e os indígenas livres ou isolados.
TRABALHOS INÉDITOS DOS ÍNDIOS
Para Ivaneide Bandeira, coordenadora de projetos da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, o código “estabelece princípios, diretrizes, normas, direitos e deveres do povo Suruí, garantindo qualidade de vida, sustentabilidade e organização social. Os princípios do parlamento Paiter Suruí se fundamentam nos valores básicos que direcionam todas as nações que dizem respeito à vida da comunidade e utilização dos recursos naturais da Terra Indígena Sete de Setembro”, informa.
O antropólogo Sérgio Cruz – que acompanha os projetos da Kanindé há 18 anos – considera que “a associação produz trabalhos científicos de relevância para o Estado e para o País; são trabalhos inéditos que possibilitam um conhecimento mais amplo dos povos indígenas da região amazônica. O código dos Suruís e o etnozoneamento são projetos singulares, ninguém tinha feito algo semelhante”, informa.
O antropólogo explica que o etnozoneamento é o primeiro diagnóstico completo realizado em uma área indígena. “Trata-se de uma metodologia que foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar da Kanindé e engloba estudos sobre a cultura dos povos aborígenes de Rondônia. Além disso, “são feitas pesquisas de geologia, biologia (fauna e flora), hidrografia; quase todas as especificações científicas têm, ao menos, um técnico fazendo o processamento das informações de cada área. Somando todas essas informações temos, portanto, o resultado final, que chamamos de etnozoneamento. Isto foi realizado no Estado, e se tornou uma referência para a Funai, em nível nacional”, esclarece.

Fonte: Diário da Amazônia
Fonte URL: http://www.sgc.com.br/diario-da-amazonia/educacao-e-prioridade-para-geracao-y/

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826