Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Suruís celebram o Mapimaí durante o lançamento do Plano de ecoturismo para a TI 7 de setembro

Reunidos na terra indígena 7 de setembro, localizada na linha 11, a 50 km de Cacoal, os povos indígenas Suruís que vivem naquela localidade realizaram três dias de eventos que culminaram numa grande celebração, o Mapimaí, considerada a maior festa indígena, que celebra a criação do mundo.

Devidamente paramentados com cocares especialmente feitos para a ocasião, colares, pinturas feitas a base de urucum e genipapo e instrumentos de luta, como arco e flecha, os indígenas, de clãs diferentes se confraternizaram com dança e beberam a bebida típica da festa, a chixa, uma mistura de mandioca e milho produzida a base de fermentação, procedimento que leva dias para ficar pronto.

O ritual consiste no clã dos Kaban recepcionar o clã dos Gameb para tomarem a chixa e celebraram a festa, também participam da comemoração os clãs Gamir e Makor. A preparação para o Mapimaí dura até um ano e a festa que iniciou no final da tarde desta terça-feira só terminou na quarta-feira a tarde. De acordo com o indígena Adriano Suruí o Mapimaí é difundido de geração em geração, como parte fundamental da ritualística e cultural tradicional dos povos indígenas desta etnia. “Esta festa tem um significado muito importante pra gente, porque tem um pouco de tudo nela, como a sociedade não índia tem as festas tradicionais de sua cultura nós temos esta que é a mais importante”, informou.

ECOTURISMO

A comemoração também ocorreu por conta da divulgação do projeto de Ecoturismo para os povos indígenas, que será implantado na aldeia com apoio de Ongs, associações indígenas e entidades ambientais; especialmente a CSF, entidade de conservação estratégica ambiental. Segundo o diretor executivo da empresa, Marcos Amend, foi feito um plano de negócios para a implantação do ecoturismo na região.

“A gente está há três anos trabalhando pra identificar as potencialidades de fazer intercâmbio com os indígenas por eles terem uma experiência de turismo também e daí construir este produto final”, disse. A representante da associação Kanindé, que é parceira do projeto, Ivaneide Bandeira, explicou que o principal objetivo do programa é a manutenção da floresta e alternativas socioeconômicas sustentáveis para a aldeia suruí. “Voltado a valorização da cultura, o desenvolvimento econômico sustentável, a proteção territorial e várias ações voltadas para a manutenção da floresta em pé”, disse.

O líder máximo dos suruís, o cacique Almir Suruí, disse que após o lançamento do projeto a comunidade indígena busca parcerias. “Através do plano buscamos apoio local, nacional e internacional para implementação deste projeto, que tem visão de contribuir também para a sustentabilidade econômica do território”, explicou.

Até uma representante do Fundo Vale, pertencente a megaempresa Vale, participou do evento e divulgou o objetivo da empresa no negócio, De acordo com Inessa Salomão a empresa a Vale vai capacitar os indígenas para gestão de projetos, com foco na valorização dos produtos da agricultura. “Uma estruturação das cadeias de valor a partir de estudos e elaboração de planos de negócios e capacitação dos suruís”, esclareceu.

CURIOSIDADES

O conjunto das festas paiter são: Mapimaí (de criação do mundo), Ngamangaré (de roça nova), Weyxomaré (de pintura), Hoeyateim (festa para o xamã controlar os espíritos da aldeia), Lawaãwewa (de construção de casa nova), Ytxaga (da pesca). As festas e danças tradicionais sofreram muitas alterações, e muitas vêm, aos poucos, sendo abandonadas devido aos conflitos ideológicos com as novas religiões introduzidas nas comunidades indígenas.

A festa Mapimaí, por exemplo, voltou a ser realizada no ano de 2002 depois de 12 anos sem ser realizada, segundo os Suruí, em memória à morte de alguns deles. As festas comemoradas (natal, aniversário, datas civis etc.) pela sociedade não indígena foram em grande parte assimiladas pelos Paiter.

Fonte: Diário da Amazônia
Fonte URL: http://diariodaamazonia.com.br/cacoal-suruis-celebram-o-mapimai/

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826