Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Unidades de conservação e Terras Indígenas na Amazônia: uma rede de segurança para a biodiversidade e os seres humanos

A Amazônia é uma das regiões naturais mais importantes do planeta e é a número um em biodiversidade, além de prover serviços ambientais essenciais, tais como a regulação climática e hídrica,. Isso é possível porque a Amazônia é uma unidade ecológica que funciona de forma integrada e interdependente. No entanto, o sistema ecológico da Amazônia está ameaçado em várias frentes pela crescente pressão que sofre de projetos de desenvolvimento, e está perdendo sua capacidade de continuar a suprir os serviços ambientais.
As áreas naturais que estão protegidas em Unidades de Conservação (UCs), juntamente com as Terras Indígenas (TIs), constituem os mecanismos de defesa mais importantes para a biodiversidade e para o manejo sustentável dos ecossistemas; elas formam uma rede viva de segurança também para os seres humanos.
Para discutir esse assunto, a Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF lança, nesta sexta-feira, 14 de novembro, no Congresso Mundial de Parques, que acontece em Sidney, na Austrália, o relatório intitulado “O Estado da Amazônia: representação ecológica, unidades de conservação e territórios indígenas”. O documento em inglês pode ser acessado em http://goo.gl/RnM4et
O documento fornece um amplo panorama da Amazônia como um todo e mostra a importância das unidades de conservação e terras indígenas para se alcançar uma visão mais integrada de desenvolvimento sustentável, no qual a agenda de conservação da natureza desempenha um papel importante nos planos de desenvolvimento e nas políticas econômicas dos países.
Representação Ecológica
O relatório avançou além do número e distribuição espacial das UCs e das TI na Amazônia, que é compartilhada por nove países da América do Sul (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e França, por meio de seu território ultramarino na Guiana Francesa). O estudo apresenta uma análise sobre a representação ecológica e a situação atual da Amazônia em relação as metas globais de conservação ambiental.
A unidade ecológica da Amazônia é composta de muitos tipos diferentes de ecossistemas. Em seu estado atual, a Amazônia possui uma boa cobertura de unidades de conservação; no entanto, essa cobertura não é suficientemente equilibrada para abranger todas as suas ecorregiões, paisagens terrestres e “paisagens aquáticas”.
“A importância ecológica da Amazônia nos obriga a ser mais ambiciosos em termos de representação ecológica, não apenas incluindo toda a diversidade biológica como, ainda, procurando assegurar que as áreas naturais de unidades de conservação cubram 30% com os demais elementos da meta global 11 de biodiversidade até 2020 (Metas Aichi) – ou seja, com efetividade de manejo e gestão, conectividade e integração das paisagens, e equidade”, explica Claudio Maretti, coordenador da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF.
“Infelizmente, algumas ecorregiões e paisagens, terrestres e aquáticas, não estão suficientemente protegidas, e outras estão muito ameaçadas; isso significa que preencher as lacunas ecológicas é uma prioridade imediata para a conservação ambiental”, completou Maretti.
Quando se leva em conta as Terras Indígenas, as ecorregiões, paisagens terrestres e aquáticas alcançam o mínimo de 30% de cobertura. Isso é bom para a conservação ambiental. É importante entender que as Terras Indígenas são criadas, geridas e manejadas com finalidades sociais e culturais. E os povos indígenas têm interesse em conservar a natureza em apoio a seu modo de vida e de sustento, bem como à sua visão de mundo (cosmovisão). No entanto, eles têm o direito de não seguir as mesmas regras e de não buscar os mesmos objetivos que se aplicam às unidades de conservação.
Segundo Maretti, além da tarefa urgente de complementar a representação ecológica e criar novas unidades de conservação nas ecorregiões e paisagens terrestres e aquáticas que estão subrepresentadas, existem ameaças relacionadas às unidades de conservação e Terras Indígenas que precisam ser abordadas. Entre elas, ele citou as tentativas de degradação, diminuição de tamanho e desclassificação das unidades de conservação e terras indígenas existentes.
“É muito provável que, ao colocar em risco o equilíbrio ecológico da Amazônia, colocamos em risco também os serviços ambientais fornecidos pela Amazônia tanto para a região como para o mundo todo, inclusive a mitigação das mudanças climáticas globais, que é vital”, conclui Maretti.
Notas:
Bioma Amazônia – O relatório apresenta um amplo panorama do bioma Amazônia, que compreende 6.7 milhões de quilômetros quadrados e se estende por nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e França, por meio de seu território ultramarino na Guiana Francesa).
Metodologia da Representação Ecológica – Para fins dessa análise, foram considerados dois conjuntos de unidades espaciais. Em primeiro lugar, para os ecossistemas terrestres o relatório divide o bioma em ecorregiões terrestres. Para a análise final, 36 ecorregiões formam a base de representação de ecossistemas. Embora as ecorregiões terrestres possam fornecer uma boa ideia inicial da representação de ecossistemas, é preciso definir unidades heterogêneas de água doce dentro das ecorregiões terrestres, de forma que elas proporcionem uma análise suficientemente detalhada que forneça as informações para a tomada de decisões e a implementação de políticas regionais, tais como a identificação de áreas prioritárias para conservação ambiental, bem como para as decisões sobre a criação de novas unidades de conservação. Essas unidades heterogêneas de água doce (“paisagens aquáticas”) representam o segundo tipo de unidade espacial que é levado em conta neste relatório.
Ecorregião – A Rede WWF define ecorregião como uma grande unidade de terra ou água contendo uma coleção geograficamente distinta de espécies, comunidades naturais e condições ambientais. Os limites de uma ecorregião não são fixos nem nítidos, mas abarcam uma área dentro da qual existe uma forte interação de importantes processos ecológicos e evolutivos.
Fonte URL: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?42285/Unidades-de-conservao-e-Terras-Indgenas-na-Amaznia–uma-rede-de-segurana-para-a-biodiversidade-e-os-seres-humanos

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

A Kanindé é filiada à rede GTA e ao FBOMS.

endereço

Escritório

Rua Dom Pedro II, 1892 – Sala 07

Nossa Senhora das Graças

Porto Velho – Rondônia – Brasil

CEP 76804-116

Centro de Cultura e Formação Kanindé

Área Estrada da Areia Branca, S/N Km14, Área rural de Porto Velho CEP 76834-899

CONTATO

Assessoria

Financeiro

Coordenação

Telefone

(69) 3229-2826