Os lançamentos foram com festa. Na Terra Indígena Nove de Janeiro do Povo Parintintin o ritual durou um dia com a Yrerua – a Festa do Guerreiro. Na Terra Indígena 7 de Setembro, do Povo Paiter Suruí foram dois dias de festa. O Mapimaí celebra a criação do mundo. Para os dois povos indígenas as comemorações são um agradecimento pela conclusão do plano de negócios na área de ecoturismo.
TURISMO EM TERRA INDÍGENA
Os planos de Negócios de Turismo dos Povos Indígenas Paiter Suruí e Parintintin são resultado de três anos de pesquisa e discussões participativas, levantamentos de campo e oficinas de capacitação conduzidas pela CSF, Kanindé, Metareilla e OPIPAM, com apoio da USAID e Gordon & Betty Moore Foundation. Segundo o diretor executivo da CSF, Marcos Amend, foi feito um plano de negócios para a implantação do ecoturismo na região.
“A gente está há três anos trabalhando pra identificar as potencialidades de fazer intercâmbio com os indígenas por eles terem uma experiência de turismo também e daí construir este produto final”, disse Ivaneide Bandeira, gerente de relacionamento da Associação Kanindé, que é parceira na realização dos projetos. O principal objetivo do programa é a manutenção da floresta e alternativas socioeconômicas sustentáveis para as aldeias. Voltado para a valorização da cultura, o desenvolvimento econômico sustentável, a proteção territorial e várias ações voltadas para a manutenção da floresta em pé.
O líder máximo dos Suruí, o cacique Almir Suruí, disse que após o lançamento do projeto a comunidade indígena busca parcerias. “Através do plano buscamos apoio local, nacional e internacional para implementação deste projeto, que tem visão de contribuir também para a sustentabilidade econômica do território”, explicou Almir.
A iniciativa é pioneira no Brasil e tem o apoio do Sebrae.
Foto Adriana Zanki/Kanindé: Festa Yrerua na Aldeia Traira – Terra Indígena Nove de Janeiro/AM
Fonte: Kanindé
