Em matéria publicada em jornal de circulação nacional o líder indígena Paiter Suruí Almir Suruí retratou a situação dos indígenas que vivem na terra 7 de Setembro, e falou sobre a importância da regulamentação para a venda de créditos de carbono, um dos projetos conhecidos e reconhecidos mundialmente, aprovado há mais de cinco meses, mas que ainda não foi posto em prática.
Em entrevista ao Diário em Cacoal o líder indígena falou sobre os problemas, desafios e a importância de colocar em prática os projetos “médios e longo prazo” para viabilidade econômica da aldeia, onde vivem mais de 1,2 mil indígenas.
Segundo ele, caso isso não aconteça os Suruí continuarão sendo alvo de atividades ilegais, como a extração de madeira. Desde julho há madeireiros infiltrados na reserva, com a conivência de alguns indígenas. No entanto a situação é complexa e delicada, já que sem meios de sobrevivência os Suruí acabam se submetendo a ilegalidade para viver. “Se tem invasão lá os indígenas não devem ser culpados por isso”, disse ele.
A situação mais grave se deve as ameaças que lideranças sofreram por parte dos invasores. O próprio Almir Suruí anda escoltado por homens da Força Nacional há vários meses, e outros líderes já foram ameaçados de morte. Sempre primando pelo diálogo o líder indígena acredita que é preciso criar políticas públicas para os Suruí, em longo prazo.
Para o lider, a extração de madeira é uma alternativa para geração de renda a curto prazo, e além de ser uma atividade ilegal, ameaça a segurança dos Suruí. A FUNAI de Cacoal não dispõe de recursos nem estrutura para combater o problema, que exige atuação do governo federal. O líder indígena lembrou que no ano passado a presidente Dilma Rousseff definiu estratégias de combate a invasões ilegais e por meio da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI), mesmo assim nada foi feito na prática até o momento.
IMPASSE
Segundo informações divulgadas na publicação de veiculação nacional sobre o projeto de carbono Suruí, o mercado de regulamentação de crédito de carbono não tem regulamentação no País. Além disso em meio as invasões das terras indígenas é difícil monitorar a emissão de carbono da mata, o que compromete o sequestro do gás.
O desmatamento na reserva também pode prejudicar o projeto, e coloca em risco a segurança dos possíveis investidores internacionais, interessados em financiar o projeto – que poderia arrecadar fundos em prol dos indígenas – como prevê o projeto Suruí.
O Plano de Redução de Emissões por Desmatamento (Redd) dos Paiter Suruí levou quatro anos para ser criado, sendo o único projeto regulamentado no Brasil.
Baixe e conheça mais o Projeto: O RENASCER DA FLORESTA “Reflorestamento da Terra Indígena Paiterey Garah pelo Povo Paiter Surui”.
Fonte: Diarioda Amazonia
Fonte URL: http://diariodaamazonia.com.br/projeto-de-carbono-e-aguardado
