Esta turma faz parte do quinto curso regional de formação em Economia Solidária. São três representantes de cada estado da Amazônia Legal. Andréa Mendes é da coordenação estadual do Fórum de economia solidária de Rondônia e explica que um dos principais desafios do setor é a comercialização. A venda é o principal desafio da economia solidária.
O treinamento, que vai até o próximo dia 09 de março no Centro de Formação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, discute esse e outros temas direcionados as políticas públicas de economia solidária – gênero, identidade e financiamento. “Hoje a formalização das associações e cooperativas é muito cara e acaba inviabilizando a legalização das entidades e o consequente acesso aos financiamentos públicos, explica Eliazibe Campos, representante do Amazonas”.
São parceiros no evento o Grupo Casa de Criola, a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, a Incubadora Tecnológica para Empreendimentos de Economia Solidária – ITES, IEPAGRO, Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Secretaria de Estado de Ação Social, SEDAM, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Movimento Hip Hop da Floresta e a Rede de Educação Cidadã. A rede de parceiros é importante para fomentar o debate. “Os formadores de base têm essa função principal, discutir diretamente com a comunidade sobre assuntos ligados a economia solidária como consumo consciente e o uso da matéria-prima”, ressaltou o paraense Marcos Wesley.
No processo de constituição do desenho das Políticas Públicas direcionadas à Economia Solidária no Brasil estão a dinâmica de organização cidadã na economia solidária, o desenho da economia solidária: seus avanços e resultados, seus limites e desafios, ações públicas em governos municipais e alguns governos estaduais além de ações articuladas com outros ministérios.
Já o financiamento para Economia Solidária depende de um projeto de Lei Geral de Economia Solidária, que em muitos estados ainda não saiu do papel, como é o caso do Amazonas. Clay Esteves explica que a lei ainda está sendo trabalhada na câmara de vereadores de Manaus, mas que em âmbito de Estado ainda nem se fala sobre o assunto.
Fonte: KANINDÉ
